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Trump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo aos mercados

O presidente Donald Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin para liberar óleo diesel russo para o mercado global, gerando reações e questionamentos de analistas.

Redação•10 de out. de 2026, 11:30
Trump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo aos mercados
Imagem: site

Trump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo aos mercados

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Vladimir Putin concordou em liberar de maneira imediata 300 mil toneladas de óleo diesel da Rússia para os mercados americano e global. Segundo o anúncio, o envio inicial será seguido por mais 500 mil toneladas em novembro e um milhão em um momento posterior. Em publicação na rede social Truth Social, Trump informou que outras três milhões de toneladas poderiam ser entregues em breve, dependendo das condições das refinarias russas afetadas por ataques da Ucrânia.

Analistas avaliam que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos está suspendendo as sanções voltadas às exportações de diesel da Rússia até o dia 7 de abril do ano seguinte como parte do entendimento. Contudo, ativos russos depositados em bancos norte-americanos permanecem congelados. O Departamento do Tesouro emitiu formalmente uma licença temporária que autoriza a entrada do combustível russo no mercado.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou em comunicado que conversou com Trump sobre a situação energética global e confirmou a disposição da Rússia em fornecer petróleo e derivados para os Estados Unidos e mercados internacionais. O negociador russo Kirill Dmitriev também celebrou o pacto nas redes sociais, afirmando que a cooperação energética trará benefícios globais.

A iniciativa gerou forte reação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que classificou a medida como um presente ao líder russo e um investimento em uma guerra que precisa terminar. Zelensky afirmou que a Rússia responderia com mais terror e reiterou a importância do apoio internacional à defesa ucraniana. Ele também defendeu os ataques de drones contra refinarias russas — os quais reduziram a produção de diesel do país em quase 30% segundo a Agência Internacional de Energia —, justificando-os como resposta à campanha russa contra o setor energético ucraniano.

Especialistas e analistas questionam a real capacidade de fornecimento da Rússia e a eficácia da medida para conter os preços. Tim Armitage, estrategista de investimentos da Quilter Cheviot, classificou os volumes como pequenos e afirmou que o primeiro lote representa cerca de 2,25 milhões de barris, um montante inferior ao consumo diário americano de aproximadamente 3,8 milhões de barris. Para Armitage, trata-se de uma tentativa de Trump para tentar reduzir a inflação antes das eleições de meio de mandato.

O preço médio do diesel nos Estados Unidos situa-se atualmente em US$ 6,28 por galão, abaixo do pico de US$ 6,53 registrado no final de setembro. Os combustíveis e o diesel dispararam nos últimos meses devido ao conflito com o Irã iniciado em fevereiro, gerando impactos na inflação e desgastando a imagem pública de Trump.

O acordo com Moscou também gerou críticas de aliados europeus e políticos norte-americanos favoráveis à Ucrânia, que apontam o risco de financiamento da máquina de guerra russa. Um porta-voz do governo do Reino Unido afirmou que o país continuará aplicando sanções severas e mantendo a pressão contra a Rússia. O Brent, referência global de petróleo, segue cotado acima de US$ 103 por barril, comparado aos cerca de US$ 73 anteriores ao conflito com o Irã.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/10/trump-anuncia-acordo-com-putin-para-liberar-diesel-russo-para-mercado-mundial.ghtml

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