O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta quarta-feira (30) a saída das últimas forças americanas do Iraque, marcando o encerramento da missão militar liderada pelos norte-americanos no território iraquiano. Em postagem na plataforma Truth Social, Trump celebrou a medida ao afirmar que o momento representa um grande dia para a América e classificou a retirada como o fim de um capítulo oneroso.
O mandatário norte-americano responsabilizou gestões passadas por decisões desfavoráveis que inseriram o país no conflito, apontando que o episódio em breve pertencerá ao passado. Na mesma ocasião, Trump teceu elogios ao recém-eleito primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, a quem definiu como um aliado apoiado por ele desde o início e que obteve uma vitória expressiva no processo eleitoral.
Comparando o cenário com a retirada do Afeganistão realizada em 2021 — ocasião que registrou a morte de 13 militares dos Estados Unidos e o abandono de armamentos —, Trump destacou que a saída das tropas e dos equipamentos da Base Aérea de Erbil ocorreu de maneira ordenada. O presidente declarou que definiu metas precisas aos comandantes e evitou que uma permanência provisória se estendesse indefinidamente, justificando que o objetivo inicial de combater um califado foi cumprido.
Mesmo com a desmobilização militar, o Pentágono informou que os Estados Unidos manterão o fornecimento de treinamentos específicos e suporte de inteligência aos aliados locais. A segurança interna, o combate aos remanescentes do Estado Islâmico e o enfrentamento a desafios como as milícias ligadas ao Irã passarão a ser atribuições exclusivas das Forças de Segurança do Iraque, que incluem os peshmergas da região do Curdistão iraquiano.
Washington reiterou o compromisso contínuo com a contraterrorismo e com a cooperação internacional para impedir a reorganização do Estado Islâmico na região. A partida das tropas estrangeiras conta com amplo respaldo da população local, embora existam receios sobre a preparação das forças iraquianas, formadas e financiadas pelos Estados Unidos, para assegurar a proteção integral do país após décadas de instabilidade iniciadas com a invasão de 2003.
