O presidente Donald Trump avalia a possibilidade de restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos, medida que poderia impactar o mercado brasileiro, que depende do combustível para cerca de 30% de sua demanda.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que a Casa Branca ainda considera a suspensão das exportações, uma estratégia para aliviar os preços da energia antes das eleições legislativas de novembro. "Isso muitas vezes pode levar a um pequeno aumento no preço da gasolina para os carros, então estamos analisando isso muito seriamente, podemos fazer isso", disse.
Divergências no governo americano
No entanto, a proposta encontra resistência dentro do próprio governo. O secretário de Energia americano, Chris Wright, declarou que não há intenção de promover um bloqueio generalizado, mas sim buscar a colaboração das empresas para redirecionar parte dos carregamentos ao mercado interno.
O senador Ted Cruz, por sua vez, afirmou a representantes de refinarias que recebeu garantias da Casa Branca de que a comercialização externa do diesel não será proibida.
Impacto no Brasil
O Brasil, que importa cerca de 30% do diesel consumido, estaria entre os países que poderiam sofrer com uma mudança na política comercial americana. A Rússia é o maior fornecedor de diesel para o Brasil, seguido pelos Estados Unidos.
O Bradesco BBI considera que uma eventual proibição representaria um fator negativo, em razão da dependência das compras externas e da participação americana no fornecimento. Uma escassez poderia obrigar o país a direcionar mais diesel para o transporte e logística do agronegócio, afetando outros setores da economia.
Contexto político e internacional
A discussão ganhou importância política nos Estados Unidos, com representantes de estados agrícolas defendendo restrições durante o período de colheita. O cenário internacional, marcado por interrupções no comércio de combustíveis, também contribui para a preocupação com o abastecimento.
