O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente seu respaldo à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para o pleito marcado para o próximo dia 27 de outubro. Por meio de uma publicação na rede Truth Social neste domingo, 18, o líder americano declarou apoio pleno e total ao premiê, a quem definiu como o tipo de parceiro desejado pelos Estados Unidos para o país.
Em material de campanha divulgado pelo Likud, partido governista, Netanyahu destacou a parceria com o governo norte-americano e ressaltou o suporte dos Estados Unidos em conflitos no Oriente Médio, além de citar vitórias militares que teriam enfraquecido o Irã. O primeiro-ministro afirmou que, caso seja reconduzido ao cargo, pretende colaborar com a Casa Branca com o objetivo de eliminar a ameaça iraniana no horizonte dos próximos dois anos.
A votação de outubro representará um teste para a força política do atual chefe de governo, que é o mais longevo da história de Israel, acumulando mais de 18 anos no poder desde sua primeira eleição, em 1996. O pleito ocorre em meio a repercussões sobre o ataque conduzido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que resultou na morte de aproximadamente 1.200 israelenses, entre civis e militares.
A investida do grupo islâmico deu início a um conflito na Faixa de Gaza que, conforme dados oficiais de governos, resultou em pelo menos 75.000 mortes de palestinos e 2.000 de israelenses. Internamente, embora mantenha apoio de grande parte da população nas frentes contra o Hamas e o Irã, Netanyahu enfrenta questionamentos a respeito de possíveis falhas de segurança durante a crise de 2023, incluindo relatos na imprensa internacional de que teria recebido alertas prévios de aliados estrangeiros e optado por não acionar as forças de defesa.
O principal adversário de Netanyahu na disputa eleitoral é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Israelenses e um dos principais críticos da gestão do premiê diante da ofensiva do Hamas ocorrida em 2023.
