O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (18) que a decisão de suspender sanções e tarifas associadas a exportações russas tem como objetivo manter Moscou envolvida nas negociações. Em postagem na rede social Truth Social, o mandatário americano pontuou que evita tomar medidas que possam afastar imprudentemente a Rússia da mesa de diálogo.
A medida gerou forte reação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que classificou a suspensão como equivocada e avaliou que a decisão favorece os russos e pode estimular novas agressões. Segundo Zelensky, a iniciativa ocorreu justamente quando Moscou executava um de seus maiores ataques ao sistema energético ucraniano e ignorou a Lei Lindsey Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã de 2026, sancionada por Trump em meados de setembro.
No sábado (17), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que a administração americana levará até 60 dias para examinar os impactos econômicos da suspensão. A ordem executiva de Trump foi emitida poucos dias antes da entrada em vigor da legislação, cujo principal defensor no Congresso foi o falecido senador Lindsey Graham.
Repercussão internacional e política
A determinação gerou críticas de parlamentares americanos de ambos os partidos. A senadora democrata Elizabeth Warren definiu a ação como um fracasso de liderança, enquanto o deputado republicano Don Bacon afirmou que a medida prolonga o conflito. O deputado Don Beyer declarou que a decisão trai parceiros ucranianos e o senador Richard Blumenthal acusou a medida de servir para bajular Vladimir Putin.
Em contraste, o chefe do fundo soberano russo, Kirill Dmitriev, comemorou a isenção na rede social X, definindo o ato como histórico e afirmando que a cooperação econômica bilateral beneficia os dois países. Nações como a Índia, importantes compradoras de petróleo russo, já haviam demonstrado apreensão com a legislação de sanções.
