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Trump muda foco para América do Sul e militariza combate às drogas

Exército dos EUA planeja enviar drones da África para a América do Sul, transformando o combate ao narcotráfico em questão de segurança militar.

Redação•19 de set. de 2026, 08:35
Trump muda foco para América do Sul e militariza combate às drogas
Imagem: site

Trump muda foco para América do Sul e militariza combate às drogas

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O governo do presidente americano, Donald Trump, redirecionou o combate ao narcotráfico para uma agenda de segurança nacional e militar, conforme aponta análise recente. Como parte dessa mudança estratégica, o exército dos Estados Unidos planeja deslocar drones MQ-9 Reaper, que atuavam na África, para o comando militar encarregado da América do Sul. A movimentação foi confirmada à CNN por seis fontes com familiaridade sobre o planejamento.

Em análise concedida ao programa CNN 360°, a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta apontou que a decisão evidencia três dimensões principais da estratégia do governo estadunidense para o hemisfério ocidental. A primeira aponta para uma reorientação ampla da política externa dos EUA na região, deixando de ser apenas uma construção retórica e passando a se consolidar como prioridade em sua estratégia de segurança nacional.

A segunda dimensão refere-se à transição do combate ao narcotráfico para o escopo militar e de segurança nacional, superando o tratamento estritamente policial. O envio dos drones MQ-9 Reaper reforça essa abordagem, já que os equipamentos possuem dupla função: servem para monitoramento, coleta de dados e inteligência, além de realizarem ataques de precisão.

Como terceira dimensão, a analista destacou a articulação de parcerias estratégicas e ideológicas com nações locais, como Equador, Colômbia, Honduras, Guatemala, Jamaica e Panamá. O objetivo é expandir a presença dos Estados Unidos no continente com o apoio de parceiros regionais, em vez de agir de maneira puramente unilateral.

Impacto e apreensão no Brasil

Diante desse cenário, a analista avalia que o Brasil ingressa em uma nova fase de sensibilidades diplomáticas e de defesa. Embora o país não figure no centro das operações atuais, o narcotráfico representa um dos principais desafios de segurança nacional para a maior nação sul-americana.

Segundo Magnotta, há potencial para atritos entre Brasília e Washington, visto que a tradição brasileira prioriza ações de inteligência e operações policiais, enquanto os Estados Unidos intensificam uma diretriz com forte componente militar. A âncora da CNN Débora Bergamasco relatou que bastidores do governo brasileiro revelam preocupação com a presença dos drones em nações vizinhas, levantando dúvidas sobre garantias de que os aparelhos não vigiem o território nacional.

O panorama bilateral ainda envolve críticas recentes de Donald Trump ao desempenho brasileiro no combate ao crime organizado, bem como encontros de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com representantes do Departamento de Estado dos EUA para discutir a temática. Conforme a avaliação da analista, o atual clima de animosidade política prejudica uma parceria bilateral histórica na área de defesa e segurança, construída ao longo de mais de dez anos e de diversos governos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-trump-transforma-combate-ao-narcotrafico-em-agenda-de-seguranca/

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