O governo dos Estados Unidos retirou a Venezuela de sua relação de nações que falharam de maneira demonstrável no combate ao narcotráfico ilegal. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16), marca a primeira vez em mais de duas décadas que o país sul-americano deixa de integrar a listagem, onde figurava desde 2005.
De acordo com a determinação presidencial publicada pelo Departamento de Estado, a decisão decorre da deposição e prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, ação promovida pela administração de Trump. O presidente americano pontuou que a cooperação com o governo interino, liderado por Delcy Rodríguez (ex-vice de Maduro), tem apresentado resultados concretos no enfrentamento aos entorpecentes, citando como exemplo a morte de Niño Guerrero, líder da facção criminosa Tren de Aragua.
“Determinei que a Venezuela não deve mais ser classificada como um país que falhou de forma demonstrável em cumprir seus compromissos de controle de drogas. Espero ver um progresso contínuo e mensurável por parte do governo interino no desmantelamento de grupos narcoterroristas e na interrupção do tráfico de drogas por meio da Venezuela”, declarou o mandatário dos EUA no documento.
Além da Venezuela, Trump sinalizou que poderá rever a situação da Colômbia. O país sul-americano foi incluído na lista no ano anterior devido à falta de combate na produção de cocaína, período marcado por divergências públicas entre Trump e o ex-presidente Gustavo Petro. Com a eleição do atual presidente Abelardo De La Espriella — ex-advogado de figuras ligadas a paramilitares de direita, que tomou posse em agosto com promessas de rigor na segurança —, o cenário mudou.
“A Colômbia está pronta para retomar seu lugar como nossa principal parceira de segurança no hemisfério”, afirmou Trump. “Se, como esperado, a Colômbia avançar na erradicação agressiva da coca e no desmantelamento de suas redes narcoterroristas ao longo do próximo ano, considerarei revogar a classificação do país como tendo 'falhado de forma demonstrável'.”
Apesar das alterações, tanto a Venezuela quanto a Colômbia continuam sendo classificadas pelos Estados Unidos como importantes centros de trânsito ou grandes produtores de substâncias ilícitas. A lista também engloba Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru.
