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TSE afirma não ter registrado alertas de interferência estrangeira no 1º turno

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte não registrou alertas de interferência estrangeira no primeiro turno de 2026.

Redação•04 de out. de 2026, 23:44
TSE afirma não ter registrado alertas de interferência estrangeira no 1º turno
Imagem: site

TSE afirma não ter registrado alertas de interferência estrangeira no 1º turno

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que o órgão não identificou nenhum alerta de interferência estrangeira durante o primeiro turno das eleições de 2026. A manifestação ocorreu em entrevista coletiva realizada logo após o término da votação.

“Não tivemos nenhum alerta dos diversos setores do TSE sobre interferência estrangeira. Não registramos nenhum tipo de interferência”, afirmou o ministro. Antes disso, Kassio já havia apontado que as equipes de monitoramento de riscos externos não detectaram indícios sólidos de atuação de fora do país, além de ressaltar que não houve notificações semelhantes por parte da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outras instituições parceiras da Justiça Eleitoral.

O debate acerca de uma eventual participação internacional ganhou tração nos dias antecedentes ao pleito. Na sexta-feira (2), embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália paralisaram serviços consulares, justificando a decisão com motivos de segurança. A respeito disso, Kassio comentou que ações dessa natureza costumam ocorrer em nações que vivenciam pleitos marcados por forte polarização.

No mesmo domingo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que a corporação iniciou uma apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. A investigação foi aberta após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O movimento ocorreu em decorrência de reportagem publicada pelo jornal The Guardian sobre um projeto norte-americano denominado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”, que previa a destinação de cerca de R$ 5 milhões para grupos contrários a supostos abusos judiciais e à censura do Supremo Tribunal Federal (STF).

No âmbito da segurança interna, Kassio mencionou que havia apreensão quanto a possíveis ameaças de atentados contra locais de votação e edifícios públicos, embora nenhum incidente dessa natureza tenha sido contabilizado na primeira etapa do pleito. O dirigente do TSE também comentou sobre o aumento de ocorrências envolvendo indícios de vínculos entre candidatos e o crime organizado, destacando que os tribunais regionais eleitorais já proferiram sentenças sobre o assunto e que os recursos começaram a ser encaminhados ao tribunal superior, que fará a análise nas próximas semanas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/tse-nao-registrou-nenhum-alerta-de-intercorrencia-estrangeira-diz-kassio/

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