NewsHub
Política

TSE não registra indicativos de interferência internacional nas eleições, diz Kassio

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques afirmou que equipes de monitoramento não identificaram ameaças externas ou do crime organizado nas eleições.

Redação•04 de out. de 2026, 16:16
TSE não registra indicativos de interferência internacional nas eleições, diz Kassio
Imagem: site

TSE não registra indicativos de interferência internacional nas eleições, diz Kassio

Ouça esta matéria em voz alta

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que não existem “nenhuns indicativos” de interferência internacional nas eleições de 2026. Conforme o ministro, as equipes encarregadas do monitoramento de riscos externos não detectaram qualquer ameaça vinculada ao pleito.

O magistrado também pontuou que não há registros da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outros órgãos parceiros do TSE acerca de potenciais ameaças. Kassio destacou que os relatórios tampouco sinalizam riscos associados ao crime organizado ou a eventuais atentados, apesar da circulação de notícias sobre o tema na internet.

“Os nossos relatórios não apontam nenhum tipo de risco internacional ou do crime organizado, como fizeram circular com algumas ameaças e possibilidades de atentados. Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento, e é fato que, até o momento, não ocorreu nada”, afirmou o presidente do TSE em entrevista a jornalistas.

As especulações sobre uma possível interferência externa surgiram após a interrupção dos serviços consulares pelas embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália na última sexta-feira (2). Os avisos emitidos pelas representações diplomáticas pontuaram que a medida ocorreu por motivos de segurança. Na avaliação de Kassio, as embaixadas fundamentaram a paralisação na polarização do pleito, ressaltando que essa precaução costuma ocorrer em cenários de maior divisão política, a exemplo de uma medida similar adotada pelos Estados Unidos na Colômbia antes da votação.

Ainda no domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a corporação iniciou uma investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos no pleito brasileiro. Conforme Andrei, a PF acatou uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) motivada por uma reportagem do jornal The Guardian acerca de um projeto norte-americano chamado “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”, que contemplava cerca de R$ 5 milhões destinados a grupos de oposição a supostos excessos do poder judicial e censura do Supremo Tribunal Federal (STF).

Votação e urnas eletrônicas

Neste domingo (4), mais de 158 milhões de eleitores brasileiros participam do primeiro turno das Eleições 2026 para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Segundo o TSE, não houve registros de ocorrências capazes de comprometer a votação.

No Paraná, fortes temporais afetaram o fornecimento de energia em mais de 100 municípios. Contudo, Kassio assegurou que as seções eleitorais seguem operando normalmente por meio de geradores e baterias que suprem a demanda de todo o processo de votação e apuração. O tribunal também computou a substituição de 1.121 urnas eletrônicas devido a falhas técnicas, sem qualquer relação com a segurança ou integridade dos votos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/ate-o-momento-nao-ha-indicativo-de-interferencia-internacional-diz-kassio/

Compartilhar