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TSE substitui 1.121 urnas nas eleições e descarta interferência externa

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, informou a troca de 1.121 urnas eletrônicas devido a quedas de energia e descartou interferência estrangeira.

Redação•04 de out. de 2026, 16:49
TSE substitui 1.121 urnas nas eleições e descarta interferência externa
Imagem: site

TSE substitui 1.121 urnas nas eleições e descarta interferência externa

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 1.121 urnas eletrônicas precisaram ser trocadas ao longo deste domingo, 4, o que representa 0,2% do total. De acordo com o presidente do órgão, ministro Kassio Nunes Marques, a principal causa para as substituições foi a oscilação de energia elétrica. O magistrado destacou que não há votação manual ocorrendo no país.

O estado do Paraná concentrou o maior número de ocorrências em razão de chuvas e ventos fortes. Cerca de 140 cidades paranaenses foram afetadas, com aproximadamente 90 ainda lidando com instabilidade na rede elétrica. O ministro assegurou que todos os equipamentos seguem em operação, contando com suporte de baterias e geradores para finalizar a votação e a transmissão dos dados com tranquilidade e transparência.

Interferência estrangeira e investigações

Questionado sobre ameaças internacionais, Nunes Marques afirmou que as equipes de monitoramento de riscos não detectaram indícios concretos de interferência externa no pleito. Para o ministro, a atuação conjunta do TSE com as plataformas de tecnologia e o cumprimento da legislação brasileira ajudaram a mitigar problemas potenciais.

Em paralelo, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação iniciou uma investigação sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Desinformação e urnas

No combate à desinformação, a Justiça Eleitoral registrou 453 avisos no sistema de alertas e cerca de 2.800 ocorrências. O presidente do TSE pontuou que nenhum conteúdo gerado por inteligência artificial do tipo deepfake ganhou expressividade nas redes sociais, e que grande parte dos materiais falsos divulgados no dia já havia sido mapeada anteriormente.

Sobre o porte de celulares na cabine de votação, vedado pelas leis eleitorais, o ministro lembrou que os mesários receberam orientações para barrar o acesso de equipamentos capazes de fotografar ou filmar. Questionado sobre a conduta do candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, que ingressou com o telefone na cabine, Nunes Marques avaliou que intercorrências são esperadas e que as medidas cabíveis devem ser aplicadas inicialmente pelos tribunais regionais.

Balanço do e-Título e apoio a eleitores

A eleição marcou a estreia da liberação para o download do aplicativo e-Título no próprio dia do pleito. Foram contabilizados mais de 6 milhões de documentos emitidos, 15 milhões de consultas de locais de votação e mais de 3 milhões de justificativas de ausência por meio da ferramenta.

Além disso, o TSE prestou suporte logístico ao transportar mais de 2.000 eleitores com dificuldade de locomoção e mais de 8.000 residentes de áreas isoladas até as seções eleitorais. Ao final, Nunes Marques prestou homenagem à ministra Cármen Lúcia, sua antecessora na liderança da corte, ressaltando o papel dela na fase inicial de planejamento para o pleito.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/tse-substitui-1-121-urnas-e-diz-nao-ver-sinal-de-interferencia-estrangeira-na-eleicao/

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