NewsHub
Economia

TST julga nesta segunda-feira a greve dos Correios após 11 dias de paralisação nacional

TST analisa nesta segunda-feira a greve nacional dos Correios, que completa 11 dias. Impasse central envolve o modelo do plano de saúde da categoria.

Redação•22 de set. de 2026, 07:53
TST julga nesta segunda-feira a greve dos Correios após 11 dias de paralisação nacional
Imagem: site

TST julga nesta segunda-feira a greve dos Correios após 11 dias de paralisação nacional

Ouça esta matéria em voz alta

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisa, às 13h30 desta segunda-feira (21), os principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios. A categoria está em greve nacional desde o dia 10, totalizando 11 dias de paralisação, que teve início após a falta de acordo nas negociações entre a empresa e os funcionários. O principal impasse apontado é o plano de saúde da categoria, que abrange funcionários, aposentados e dependentes.

A Justiça determinou, por meio de liminar, que os trabalhadores mantenham 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante o período de paralisação.

Reivindicações dos trabalhadores

A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (FINDECT) declara que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho, restando apenas o plano de saúde como entrave para a conclusão do acordo.

A reivindicação da categoria é pela manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. De acordo com a FINDECT, uma eventual alteração no modelo pode elevar o impacto financeiro para as famílias, gerando preocupação para mais de 170 mil pessoas, entre trabalhadores, aposentados e dependentes. A entidade também afirma que os sindicatos e trabalhadores seguem abertos ao diálogo e já solicitaram formalmente à empresa a retomada das tratativas.

Posicionamento dos Correios

Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve, solicitando que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal sustenta que suas agências permanecem abertas e operando normalmente.

Para mitigar os reflexos da paralisação, a empresa informou a adoção de um plano de ação, que inclui a mobilização de servidores administrativos para dar suporte às atividades operacionais e a execução de mutirões de entrega, com o intuito de preservar o fluxo logístico e reduzir os transtornos aos clientes.

Contexto do plano de saúde e próximos passos

Atualmente, os Correios funcionam como mantenedores do plano de saúde dos funcionários, enquanto a proposta em discussão nas negociações contempla alterações na participação da empresa no benefício. O tema também possui relação com uma disputa anterior: quatro cláusulas do acordo coletivo passado foram suspensas por liminar em 26 de janeiro (Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%), aguardando julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

A FINDECT reforça que a greve continua mantida enquanto não houver entendimento entre as partes. Concluído o julgamento no TST, os sindicatos convocarão novas assembleias para analisar o desfecho e deliberar sobre os próximos passos da categoria.

Fonte: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/09/21/correios-greve-tst.ghtml

Compartilhar