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Uruguai segue caminho oposto à América Latina em plano de segurança

Com um plano de dez anos, o Uruguai aposta em políticas de Estado e evidências científicas para combater a criminalidade, rejeitando abordagens autoritárias populares na região.

Redação•13 de set. de 2026, 09:48
Uruguai segue caminho oposto à América Latina em plano de segurança
Imagem: site

Uruguai segue caminho oposto à América Latina em plano de segurança

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Um novo paradigma na segurança pública

O Uruguai tem buscado alternativas para enfrentar a violência urbana, distanciando-se das políticas repressivas que predominam em outros países da América Latina. Enquanto nações vizinhas se voltam para medidas de força, o governo uruguaio lançou o Plano Nacional de Segurança, um projeto com horizonte de dez anos focado em políticas de Estado e soluções baseadas em evidências.

O fim da fórmula do fracasso

Segundo Emiliano Rojido, assessor do Ministério do Interior, o modelo tradicional de "mais policiais e mais prisões" provou ser ineficaz. O projeto uruguaio busca tratar a segurança como uma política complexa, envolvendo os três poderes, esferas municipais, sociedade civil e setor privado. O objetivo é evitar que a segurança pública seja usada como moeda de troca eleitoral, garantindo continuidade entre mandatos.

Resistência ao modelo Bukele

O governo uruguaio, por meio do ministro Carlos Negro, enfatiza a manutenção de um modelo democrático e republicano. Autoridades alertam que a busca por "soluções mágicas", como o modelo aplicado por Nayib Bukele em El Salvador — que envolve estados de exceção e restrição de direitos fundamentais —, é incompatível com a estrutura institucional do Uruguai.

Colaboração internacional e metas

O país conta com o apoio de organismos como BID, CAF, ONU e OEA para estruturar essa abordagem técnica. Embora a taxa de homicídios ainda seja um desafio, outros delitos como furtos e roubos apresentam queda. A estratégia uruguaia aposta na cooperação política interna e no rigor técnico para, a longo prazo, superar o avanço do crime organizado sem sacrificar o Estado de Direito.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/uruguai-segue-caminho-oposto-a-america-latina-em-plano-de-seguranca/

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