A disputa entre o Vasco e o Consórcio Maracanã pelo uso do estádio na partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana 2026 contra o Boca Juniors deve chegar ao Poder Judiciário. O presidente do clube carioca, Pedrinho, confirmou que acionará a Justiça, com provável protocolo ainda nesta quarta-feira (30), após o recebimento de mais uma negativa para mandar a partida no local, que atualmente é administrado por Flamengo e Fluminense sob concessão do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Apesar da movimentação jurídica em busca do Maracanã, o mandatário vascaíno destacou em entrevista ao apresentador Igor Rodrigues, da CazéTV, que a preferência da diretoria é atuar em São Januário. Para isso, o clube estaria disposto a ceder 4 mil dos cerca de 20 mil ingressos disponíveis em sua casa para a torcida visitante do Boca Juniors.
“Eu vou judicializar o Maracanã. Hoje, inclusive (...) A minha prioridade contra o Boca é São Januário, independentemente que sejam quatro mil (ingressos de visitantes). Se eu tenho a possibilidade de negativa de São Januário, eu vou judicializar o Maracanã”, afirmou Pedrinho.
O imbróglio e os desafios de regulamento
O confronto decisivo por uma vaga na final da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors está marcado para os dias 13 e 20 de outubro, ambas terças-feiras. O primeiro duelo ocorrerá em La Bombonera, enquanto o mando da partida de volta permanece indefinido.
Inicialmente, São Januário enfrenta barreiras regulamentares da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil lugares para jogos de semifinal, enquanto o estádio vascaíno comporta cerca de 21 mil pessoas. Embora exista a possibilidade de uma exceção mediante aval da entidade sul-americana, o regulamento também obriga a destinação de pelo menos 4 mil entradas para os torcedores visitantes, número superior aos 2 mil lugares que o setor visitante de São Januário costuma abrigar.
Pedrinho tenta contornar o cenário junto aos órgãos de segurança pública, fator que também pode influenciar a decisão final da Conmebol. Caso São Januário seja vetado, a diretoria utilizará argumentos jurídicos para recorrer ao Maracanã, estratégia adotada em ocasiões anteriores. Como alternativa final, caso as tentativas anteriores não tenham sucesso, a opção da diretoria será mandar o jogo no Estádio Nilton Santos, administrado pelo Botafogo.
