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Vietnã mira exportação de café processado para aumentar receita

O Vietnã, segundo maior produtor de café do mundo, está investindo em processamento para reduzir a dependência da exportação de café verde como commodity. A estratégia inclui aumentar a participação de produtos como café solúvel e torrado, com foco em mercados como China e Europa. Saiba mais.

Redação•26 de ago. de 2026, 09:21
Vietnã mira exportação de café processado para aumentar receita
Imagem: site

Vietnã mira exportação de café processado para aumentar receita

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Estratégia vietnamita busca reduzir dependência de commodity e agregar valor

O Vietnã, segundo maior produtor mundial de café e maior fornecedor global de robusta, está investindo em processamento para aumentar a participação de produtos de maior valor agregado em suas exportações. A meta é reduzir a dependência da venda de café verde como commodity e capturar uma parcela maior do valor gerado nas etapas seguintes da cadeia produtiva.

Processamento e mercados estratégicos

A indústria cafeeira vietnamita está direcionando investimentos para produtos como café instantâneo, torrado e blends, com foco em mercados como a China e a Europa. Atualmente, 91,7% do volume exportado pelo país ainda é formado por café verde, enquanto solúveis e outros produtos processados representam apenas 8,3%. Em receita, porém, os processados já respondem por cerca de 17% do faturamento das exportações de café.

Segundo a Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa), a produção local pode crescer entre 8% e 10% em 2024, com exportações de 1,05 milhão de toneladas no primeiro semestre, um crescimento de 7,4% na comparação anual. No entanto, a receita recuou 13,8%, para US$ 4,81 bilhões, devido à queda dos preços internacionais.

Oportunidades e desafios no mercado europeu

A Europa responde por cerca de 55% do volume das exportações vietnamitas de café, com os 27 países da União Europeia representando mais de 45%. O Vietnã foi classificado pela UE como de baixo risco no âmbito do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR), o que pode simplificar procedimentos para importadores. Compradores já estariam pagando um prêmio próximo de US$ 50 por tonelada pelo café vietnamita em conformidade com as exigências europeias.

O desafio atual é ampliar a rastreabilidade: apenas 35% a 40% das áreas cafeeiras do país atenderiam integralmente às exigências de rastreamento previstas pelo regulamento.

Perspectivas e riscos climáticos

A Vicofa estima uma produção mundial de aproximadamente 189 milhões de sacas na temporada 2026/27, diante de um consumo estimado em 179 milhões de sacas. No entanto, o clima permanece como uma variável capaz de alterar as perspectivas, com alertas para os possíveis efeitos do El Niño no fim de 2026 e em 2027, especialmente sobre a florada e o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/vietna-quer-vender-menos-commodity-e-mais-cafe-processado/

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