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Vitória apertada e contestação judicial podem travar governo a partir de 2027, diz analista

Segundo o CEO da consultoria Dharma Politics, Creomar de Souza, instabilidade política e fragilidade dos poderes ameaçam a governabilidade a partir de 2027.

Redação•30 de set. de 2026, 06:41
Vitória apertada e contestação judicial podem travar governo a partir de 2027, diz analista
Imagem: site

Vitória apertada e contestação judicial podem travar governo a partir de 2027, diz analista

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O ciclo eleitoral de 2026 é visto por especialistas como o terceiro episódio de uma trilogia política iniciada em 2018 e que teve sua segunda etapa em 2022. Em declaração ao programa WW, o CEO da consultoria Dharma Politics, Creomar de Souza, avaliou que a combinação de um Poder Executivo enfraquecido, um Legislativo desgastado e um Supremo Tribunal Federal (STF) frágil pode comprometer seriamente a construção de institucionalidade e governabilidade no país a partir de 2027.

Segundo o analista, o cenário político atual aponta para uma dinâmica em que o derrotado nas urnas deverá impor constrangimentos ao vencedor, independentemente de quem seja vitorioso no pleito. “A única condição que se apresenta de maneira firme hoje é que não importa quem vença, quem perde vai criar algum tipo de constrangimento para o vencedor”, afirmou Creomar.

Impactos institucionais e o papel do STF

Durante sua análise, o especialista destacou que as consequências de um STF enfraquecido ultrapassam o âmbito estritamente eleitoral. Para ele, as decisões da Suprema Corte impactam diretamente setores vitais da economia, além de áreas como a segurança pública e os planos de saúde, ampliando os reflexos da fragilidade institucional sobre toda a sociedade.

O Congresso Nacional também foi alvo de alertas por parte do consultor. Caso o Legislativo permaneça desgastado e com foco exclusivo em discussões sobre uma possível reforma do Judiciário, ele perderá a capacidade de atenção exigida para debater pautas cruciais para o país.

  • Reforma administrativa: tratada pelo analista como uma pauta muito necessária, mas que corre o risco de ser ignorada pela falta de foco do Congresso.

Desafios para o Poder Executivo

Creomar de Souza pontuou ainda os riscos enfrentados por uma gestão do Executivo que vença as eleições por uma margem de votos muito estreita e que enfrente forte contestação tanto na Justiça quanto por meio de protestos de rua. Sob tais condições, o governo eleito perderia as condições mínimas para conduzir negociações políticas em ampla escala.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/vitoria-apertada-e-contestacao-judicial-podem-travar-governo-diz-analista/

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