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Economia

WEG aponta potencial para nacionalizar componentes de baterias

A fabricante WEG aponta potencial para aumentar a nacionalização de componentes de baterias no Brasil à medida que o mercado ganhe escala e demanda previsível.

Redação•19 de out. de 2026, 13:30
WEG aponta potencial para nacionalizar componentes de baterias
Imagem: site

WEG aponta potencial para nacionalizar componentes de baterias

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A fabricante catarinense WEG avalia que existe espaço para ampliar a nacionalização de componentes utilizados em sistemas de armazenamento de energia em baterias, acompanhando o crescimento da escala e a previsibilidade da demanda no mercado brasileiro. De acordo com Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da empresa, o progresso deve priorizar os segmentos nos quais o país já demonstra competência e competitividade industrial. Atualmente, grande parte dos dispositivos é importada, sobretudo da Ásia.

No horizonte de curto prazo, o executivo projeta a continuidade das importações de células, visto que esses itens dependem de uma cadeia global dotada de escala e competitividade ainda ausentes no território nacional. Conforme pontuou em entrevista, a diretriz é focar nas etapas em que o Brasil já apresenta capacidade produtiva consolidada.

Entre os segmentos destacados estão sistemas de conversão de potência, inversores, transformadores, painéis de média tensão, sistemas de controle, automação e os sistemas de gerenciamento de energia (EMS). O plano também engloba serviços, engenharia e a integração dos equipamentos.

Johann defende um incremento gradual do conteúdo local que esteja alinhado à maturidade da cadeia produtiva do país. Segundo ele, com maior volume e previsibilidade de pedidos, será viável elevar o índice nacional de forma progressiva sem afetar a competitividade dos projetos.

Para viabilizar esse cenário, o setor demanda uma base firme de encomendas. O governo federal agendou leilões de reserva de capacidade voltados ao armazenamento para os dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro certame contemplará sistemas que cumpram os patamares mínimos de nacionalização estabelecidos pelo BNDES, enquanto o segundo aceitará concorrentes sem tal obrigatoriedade.

Atualmente, oito companhias constam no cadastro do BNDES como fornecedoras de sistemas de armazenamento de energia (SAEs):

  • BYD
  • Gotion
  • Moura
  • TBEA
  • Trina
  • SecPower
  • WEG
  • You.On

Na disputa voltada à modalidade nacional, a regra estipula um índice mínimo de 15% de conteúdo local. Contudo, projeções da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) indicam que quase todos os concorrentes devem ingressar no pleito com percentuais situados entre 18% e 25%, margem adotada para mitigar riscos de descumprimento regulamentar que possam resultar na quebra de contratos.

Antecipando-se a essa demanda, a WEG expandiu em setembro o escopo de sua planta industrial dedicada a sistemas de armazenamento situada em Itajaí, em Santa Catarina. O aporte financeiro total é estimado em R$ 330 milhões, projetando uma capacidade produtiva de 4 GWh anuais e o início das atividades para o segundo semestre de 2027.

Apesar de enxergar o leilão governamental como um indutor para a indústria, o executivo também identifica frentes de negócio em aplicações voltadas ao setor comercial e industrial, geração renovável, centros de dados e microrredes, tanto no âmbito doméstico quanto no exterior.

Queda de preços no mercado internacional

O avanço tecnológico e industrial ocorre em meio a um contexto de retração nos preços globais das células. O vice-presidente da WEG apontou que essa baixa de valores já foi absorvida pelo mercado do Brasil, gerando reflexos diretos na viabilidade econômica dos empreendimentos.

Conforme o executivo, a queda de preço das células decorreu diretamente dos ganhos expressivos de escala obtidos pela indústria em âmbito internacional. Ele ressaltou ainda que o custo final ao consumidor engloba os demais dispositivos elétricos, itens de controle e segurança, além dos gastos com engenharia, instalação, tributos e serviços prestados.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/weg-ve-espaco-para-nacionalizar-mais-componentes-de-sistemas-de-baterias/

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