Wilson Lima, filiado ao União Brasil, é um dos candidatos ao Senado Federal pelo estado do Amazonas para o pleito de 2026. Aos 50 anos, o político nasceu em Santarém, no Pará, em 26 de junho de 1976, é casado e declarou à Justiça Eleitoral a profissão de jornalista e redator. Ele se mudou para o Amazonas há cerca de duas décadas.
A chapa conta com Luís Mário Bonates, também do União Brasil, como primeiro suplente, e Babá Tupinambá, do Progressistas, como segundo suplente. A candidatura foi oficializada em 7 de agosto de 2026, estando deferida pela Justiça Eleitoral, e integra a coligação União pelo Amazonas, formada pelo PSB, pela Federação União Progressista e pelo Podemos. O limite legal de gastos estabelecido para a disputa no primeiro turno é de R$ 3.811.887,03.
Trajetória política e renúncia ao governo
A trajetória política de Wilson Lima teve início em 2018, quando ele venceu a disputa pelo governo estadual no segundo turno pelo PSC. Em 2022, obteve a reeleição pelo União Brasil após derrotar Eduardo Braga, do MDB, no segundo turno. Em ambas as campanhas, apresentou-se como opositor da chamada política tradicional, enfrentando nomes experientes da política local, como Amazonino Mendes, Omar Aziz e o próprio Braga.
Em abril, Lima renunciou ao cargo de governador, medida tomada pouco mais de um mês após realizar um evento em Manaus para anunciar que cumpriria todo o seu segundo mandato em cumprimento a um acordo com a população amazonense.
Investigações e pandemia
Durante a gestão na pandemia de Covid-19, em setembro de 2021, o político foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava possíveis irregularidades em contratações, ocasião em que teve bens apreendidos em sua residência. Convocado como testemunha para a CPI da Covid, ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal para evitar o comparecimento por figurar como investigado na PF. O relatório final da CPI o indiciou por prevaricação, crimes de responsabilidade e epidemia com resultado morte.
Propostas e campanha
Durante sua gestão como governador, Lima implementou iniciativas como o programa RespirAr, voltado para pacientes com sequelas da Covid-19; o Prato Cheio, que comercializa refeições a R$ 1; e o Auxílio Estadual, com pagamento de R$ 150 a amazonenses. O ex-governador também criou centros especializados de atendimento a crianças e adolescentes atípicos, hospitais veterinários públicos e promoveu reformas em leitos de UTIs.
Na atual campanha eleitoral, o candidato enfatiza os programas desenvolvidos em seu governo e defende propostas como o endurecimento de penas para agressores de mulheres, a redução da maioridade penal e a aplicação de castração química para estupradores.
Bens e finanças de campanha
À Justiça Eleitoral, Wilson Lima declarou um patrimônio superior a R$ 597,2 mil, que inclui um apartamento, cotas de capital empresarial, depósito bancário em conta corrente e aplicação de renda fixa. No âmbito financeiro da campanha, foram declaradas mais de R$ 1,8 milhão em receitas, sendo 88,8% provenientes do diretório nacional do União Brasil e 5,91% do diretório estadual do União Amazonas. As despesas contratadas ultrapassam R$ 1,6 milhão, englobando gastos com produção de programas de rádio, televisão e vídeo, militância e mobilização de rua, impulsionamento de conteúdos, comícios e impressos.
Cenário eleitoral no Amazonas
Nas eleições marcadas para 4 de outubro de 2026, os eleitores escolherão presidente, governadores, deputados e senadores, com eventual segundo turno em 25 de outubro para presidente e governador. Wilson Lima concorre a uma das duas vagas do Amazonas ao Senado contra outros oito candidatos: Capitão Alberto, Dailson Corrêa, Eduardo Braga, Evandro de Oliveira, Ismael Munduruku, Plinio Valério, Professora Evany e Xuxa do Amazonas.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-wilson-lima-candidato-ao-senado-pelo-amazonas/
