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Xi Jinping chega aos Estados Unidos para reuniões com Donald Trump

Presidente da China, Xi Jinping, chega aos Estados Unidos para encontros oficiais com Donald Trump em Washington, com foco em inteligência artificial e Taiwan.

Redação•23 de set. de 2026, 05:30
Xi Jinping chega aos Estados Unidos para reuniões com Donald Trump
Imagem: site

Xi Jinping chega aos Estados Unidos para reuniões com Donald Trump

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O presidente da China, Xi Jinping, desembarcou nos Estados Unidos para uma série de encontros oficiais com o presidente americano, Donald Trump. A agenda da visita bilateral coloca temas sensíveis no radar diplomático, com destaque para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial e a questão de Taiwan.

Segundo o cronograma oficial da viagem, o líder chinês chegou na terça-feira à Base Aérea Andrews, em Washington, onde foi recebido por Trump. A reunião principal entre os dois presidentes ocorre na quinta-feira na Casa Branca. O encerramento da visita oficial está marcado para sexta-feira com uma cerimônia do chá oferecida por Melania Trump e uma visita ao Arquivo Nacional, após a qual Xi e sua mulher retornarão a Pequim.

Inteligência Artificial como campo de batalha

O avanço da inteligência artificial consolidou-se como um tema central e competitivo entre Washington e Pequim. Donald Trump tem defendido repetidamente a liderança americana no setor, declarando nas redes sociais que os Estados Unidos estão à frente da China e que não pretende sufocar o crescimento de um campo que considera maior do que a Revolução Industrial ou a própria Internet. Por outro lado, autoridades chinesas demonstram preocupação com o domínio estrangeiro. Chen Yixin, chefe do Ministério da Segurança do Estado da China, emitiu um alerta afirmando que a IA representa uma ameaça direta ao domínio do Partido Comunista caso potências rivais alcancem capacidades superiores.

Os Estados Unidos já impõem restrições à exportação de chips de IA mais potentes para a China e acusam desenvolvedores chineses de acessar modelos americanos em escala industrial para extrair capacidades, prática conhecida como destilação. Pequim argumenta que o método é amplamente utilizado por empresas de diversas nacionalidades e critica as tentativas americanas de monopolizar o setor, além de rejeitar esforços dos EUA para formar alianças que excluam o país asiático.

Apesar da forte concorrência, as duas maiores potências globais em IA ensaiam passos modestos em direção à cooperação. Após reunir-se com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng em Nova York, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou a proposta de um novo mecanismo de notificação voltado para incidentes de IA que possam comprometer a segurança nacional.

Tensão sobre Taiwan e vendas de armas

A situação de Taiwan figura entre as prioridades que a delegação chinesa pretende levar à mesa de negociações. Pequim considera o território autônomo como parte integrante de sua soberania e classifica a questão como o ponto mais delicado de suas relações diplomáticas, exigindo sistematicamente a suspensão do fornecimento de armas americanas à ilha.

Fontes familiarizadas com as negociações indicam que a China deve cobrar o cumprimento de sua interpretação sobre a declaração conjunta de 1982, na qual os Estados Unidos manifestaram a intenção de reduzir gradualmente a comercialização de armamentos para Taipé. Contudo, memorandos anexados pelo então presidente americano Ronald Reagan condicionavam tal redução ao compromisso contínuo de Pequim com uma solução pacífica para as divergências locais.

A administração americana possui obrigação legal de fornecer meios para a autodefesa de Taiwan. Um funcionário da Casa Branca informou que Donald Trump tomará decisões sobre novos pacotes de armamentos em breve, lembrando que o atual presidente aprovou volumes expressivos de vendas militares para a ilha tanto em seu primeiro mandato quanto no início de sua segunda gestão.

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan declarou que acompanha atentamente os desdobramentos diplomáticos de alto nível entre Washington e Pequim, mantendo canais de comunicação robustos com os Estados Unidos.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/09/23/xi-chega-a-washington-nesta-terca-feira-para-encontro-com-trump-com-ia-e-taiwan-no-radar.ghtml

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