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Zema defende anistia a condenados do 8 de Janeiro: 'Não cometeram crime'

Romeu Zema (Novo) afirmou que os condenados pelos atos de 8 de Janeiro não cometeram crimes e defendeu anistia, criticando o STF por decisões políticas. O candidato também se posicionou contra a vacinação obrigatória e abordou casos de corrupção em sua gestão. Saiba mais.

Redação•24 de ago. de 2026, 23:02
Zema defende anistia a condenados do 8 de Janeiro: 'Não cometeram crime'
Imagem: site

Zema defende anistia a condenados do 8 de Janeiro: 'Não cometeram crime'

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O ex-governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema (Novo) afirmou, durante sabatina na TV Globo na segunda-feira (24), que não considera os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 em Brasília como criminosos. Segundo ele, "quem fez, pensou ou até idealizou, mas não levou [adiante], para mim, não cometeu crime".

Críticas ao STF e defesa da anistia

Zema reiterou sua posição mesmo após ser lembrado de que 1.400 pessoas foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sete crimes distintos, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. O candidato criticou o sistema judiciário, alegando que as decisões do STF foram "políticas e não justas".

"Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe ou um golpe de Estado que tenha sido um movimento de vandalismo, de depredação, como aquele que aconteceu em janeiro de 2023. Eu darei anistia [aos condenados] ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político", declarou. Zema também afirmou que o julgamento foi "nitidamente político" e que os tribunais brasileiros estariam mais envolvidos em política do que em justiça.

A fala do presidenciável foi vista como um aceno à base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que busca a anistia e a recuperação de direitos políticos para os condenados.

Defesa da democracia e críticas à vacinação obrigatória

Apesar de suas declarações sobre os atos de 8 de Janeiro, Zema afirmou ser um "totalmente democrata" e defendeu a urna eletrônica, embora tenha sugerido melhorias, como a impressão do voto. Sobre a vacinação obrigatória de crianças, o candidato disse acreditar na ciência, mas se opôs à obrigatoriedade, argumentando que "ninguém deve ser perseguido por não tomar vacina em um país democrático".

"O papel do governo é fazer campanhas de conscientização e vacinar o maior número de pessoas possível. O que eu quero é que o governo vá atrás de bandido, não de quem falou que não concorda com a vacina", afirmou.

Corrupção e desastres ambientais

Questionado sobre um esquema de corrupção envolvendo crimes ambientais e lavagem de dinheiro em Minas Gerais durante sua gestão, Zema declarou que apoia investigações rigorosas e que "esses bandidos devem mofar na prisão". Ele negou proteção a qualquer envolvido e citou medidas tomadas pela controladoria-geral do estado na época.

Zema também lembrou sua atuação após a tragédia de Brumadinho, em 2019, quando prometeu evitar novos desastres ambientais. Segundo ele, 18 das 54 barragens de risco foram desmontadas, tornando Minas Gerais um estado "mais seguro ambientalmente". No entanto, não comentou sobre a tragédia em Juiz de Fora, que deixou 74 mortos em abril deste ano.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/zema-defende-anistia-aos-condenados-do-8-de-janeiro-nao-cometeram-crime/

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