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Zema promete privatizar Petrobras e Correios se eleito presidente

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) promete privatizar a Petrobras e os Correios se eleito, estendendo para o plano federal a política de desestatização aplicada em Minas Gerais. Saiba mais.

Redação•03 de set. de 2026, 22:31
Zema promete privatizar Petrobras e Correios se eleito presidente
Imagem: site

Zema promete privatizar Petrobras e Correios se eleito presidente

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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, durante sabatina no programa Veja Em Foco nesta quinta-feira (3), que pretende privatizar a Petrobras e os Correios caso seja eleito. A proposta integra uma agenda de redução da participação do Estado na economia, já aplicada por Zema em Minas Gerais.

Privatizações e exceções

Ao ser questionado sobre sua política para grandes estatais brasileiras, Zema declarou que deseja privatizar todas as empresas consideradas operacionais pelo governo federal. No entanto, fez ressalvas: a Caixa Econômica Federal, o BNDES e a Embrapa não fariam parte desse grupo, assim como escolas e polícia. O candidato não apresentou estudos sobre os impactos fiscais ou econômicos da privatização da Petrobras, nem detalhou como conduziria um processo dessa magnitude.

A proposta é apresentada como extensão da política de desestatização adotada em Minas Gerais, onde, segundo Zema, 118 empresas foram privatizadas ou tiveram participações vendidas durante seus sete anos e meio de governo. Ele citou exemplos como a Copasa e afirmou que os recursos obtidos foram usados para recuperar as finanças estaduais e financiar investimentos.

Complexidade da proposta federal

A privatização da Petrobras envolveria uma escala muito maior do que as operações realizadas em Minas Gerais. A companhia é uma das maiores empresas brasileiras, com atuação em petróleo, refino, distribuição e outras áreas da cadeia energética, o que exigiria uma operação complexa, envolvendo questões econômicas, regulatórias e estratégicas.

Zema também defendeu a privatização dos Correios, argumentando que o Estado não deveria administrar empresas cuja atividade pode ser desempenhada pela iniciativa privada. Segundo ele, os recursos públicos poderiam ser direcionados para melhorar serviços e infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias, hospitais e segurança.

A defesa das privatizações foi acompanhada de promessas de redução de gastos, como reforma administrativa, combate a supersalários e revisão de contratos públicos. Zema estimou que a reforma poderia gerar R$ 2 trilhões de economia em 20 anos e a revisão de contratos permitiria economizar cerca de R$ 150 bilhões por ano, embora não tenha apresentado cálculos durante a sabatina.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/zema-promete-privatizar-petrobras-e-correios-se-for-eleito-presidente/

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