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Zema propõe anistia ou tribunal não político para condenados pelo 8 de Janeiro

Romeu Zema (Novo) propõe anistia ou tribunal não político para condenados pelo 8 de Janeiro e defende reajuste do salário mínimo acima da inflação, redução da taxa de juros e simplificação das leis trabalhistas. Saiba mais.

Redação•24 de ago. de 2026, 23:03
Zema propõe anistia ou tribunal não político para condenados pelo 8 de Janeiro
Imagem: site

Zema propõe anistia ou tribunal não político para condenados pelo 8 de Janeiro

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O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (24) que pretende conceder anistia ou criar um tribunal "não político" para os condenados pela tentativa de golpe de 8 de Janeiro. Durante sabatina no Jornal Nacional, Zema classificou os eventos como vandalismo e depredação, negando a existência de tiros disparados.

Críticas ao julgamento e ao STF

O ex-governador de Minas Gerais alegou que houve "perseguição" aos condenados e discordou das acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento. Na minha opinião, foi um julgamento totalmente político", declarou. Zema já havia prometido anistia aos presos do 8 de Janeiro e criticado as sentenças determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar das críticas, Zema afirmou confiar no sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que a credibilidade das urnas seria maior com a adoção do voto impresso.

Políticas econômicas e sociais

Durante a sabatina, Zema defendeu o reajuste do salário mínimo acima da inflação, condicionado ao bom desempenho da economia. Ele também propôs a redução da taxa de juros para 6%, visando uma economia anual de R$ 800 bilhões aos cofres públicos. "É uma questão de credibilidade. Um governo com gestão consegue avançar na redução de gastos", afirmou.

O candidato não detalhou como promoveria a queda dos juros, mas destacou sua gestão em Minas Gerais, onde assumiu com um déficit de R$ 11 bilhões e deixou o estado com superávit de R$ 5 bilhões. No entanto, os âncoras do programa contestaram os dados, mencionando que a dívida do estado subiu de 98% para 137% do PIB durante seu mandato, o que Zema não rebateu.

Sobre saúde e educação, Zema disse que manteria as regras que vinculam os pisos de gastos às receitas, um desafio devido ao envelhecimento da população brasileira. Questionado sobre reajustes para a previdência dos militares, ele condicionou a medida ao equilíbrio das contas públicas.

O ex-governador também propôs aumentar a formalização do mercado de trabalho e simplificar as leis trabalhistas, além de criar um regime de trabalho remunerado por hora. "Hoje 40 milhões dos brasileiros que trabalham não têm carteira assinada. Não contribui, se fica doente não tem auxílio-doença", argumentou.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/zema-promete-anistia-ou-tribunal-nao-politico-a-condenados-por-golpe/

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