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Abstenção recorde nas urnas é explicada por renda, idade e desalento

Especialista aponta que renda, idade avançada e desalento elevaram a abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais para 21,1%.

Redação•17 de out. de 2026, 17:30
Abstenção recorde nas urnas é explicada por renda, idade e desalento
Imagem: site

Abstenção recorde nas urnas é explicada por renda, idade e desalento

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O primeiro turno das eleições presidenciais registrou um índice recorde de abstenção de 21,1%, o que representa 33,4 milhões de eleitores que não compareceram para votar. O montante significa que, de cada dez pessoas aptas a votar, duas ficaram longe das urnas.

Segundo Eduardo Grin, mestre em Ciência Política pela USP e professor da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas, diversos fatores explicam o crescimento desse índice. O primeiro ponto destacado pelo especialista é a situação financeira dos eleitores.

  • Baixa renda: o eleitor de baixa renda enfrenta maiores obstáculos de locomoção até as seções eleitorais, seja por morar em locais de difícil acesso ou pela falta de cobertura do transporte público.
  • Idade avançada: muitas pessoas com mais de 60 anos lidam com problemas de saúde e dificuldades de locomoção. O professor lembra que o voto deixa de ser obrigatório a partir dos 70 anos.
  • Desalento: parcela significativa da população não enxerga as eleições como um meio de transformar suas realidades ou gerar mudanças, além de notar falta de expectativa no futuro e ausência de respostas objetivas de candidaturas para temas como economia e segurança.

Entre o grupo de desalentados, o especialista aponta a presença de mulheres, que sofrem maior sensibilidade com a violência cotidiana, e de jovens a partir de 16 anos. De acordo com Grin, a juventude apresenta menor esperança no futuro diante de uma economia em rápida transformação.

O professor pontua que Lula deve ser o candidato mais prejudicado no segundo turno devido à abstenção do eleitor de baixa renda, segmento que concentra grande parte dos beneficiários do Bolsa Família. Outro elemento que pode afetar negativamente a tentativa de reeleição do petista é o fato de que, nos três principais colégios eleitorais do país — Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro —, candidatos de direita decidiram as disputas para governador logo no primeiro turno. Para Grin, a ausência de palanques nesses estados é desfavorável para a candidatura de Lula.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/renda-idade-avancada-e-desalento-afastam-o-eleitor-das-urnas/

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