NewsHub
Mundo

Ações de Javier Milei em apoio a Flávio Bolsonaro geram repercussão na Argentina

Apoio de Javier Milei à saída de Flávio Bolsonaro da Argentina levanta questionamentos sobre custos, uso de recursos públicos e impactos na reeleição.

Redação•30 de out. de 2026, 08:30
Ações de Javier Milei em apoio a Flávio Bolsonaro geram repercussão na Argentina
Imagem: site

Ações de Javier Milei em apoio a Flávio Bolsonaro geram repercussão na Argentina

Ouça esta matéria em voz alta

A atuação do presidente argentino Javier Milei ao auxiliar na saída de seu aliado brasileiro gerou intensa repercussão política na Argentina. Um dos pontos centrais de investigação e debate envolve a origem dos recursos utilizados para custear a passagem de Flávio Bolsonaro pelo país, incluindo o aluguel da aeronave Gulfstream G400, pertencente à empresa Bayres Fly. A apuração sobre um possível uso de recursos públicos na operação representa um fator de risco político para Milei, em um cenário de ambiguidade em sua candidatura à reeleição.

A imprensa argentina tem investigado o caso com profundidade, impulsionada pelo envolvimento direto de Santiago Caputo, assessor presidencial. O colunista Carlos Pagni destacou que autoridades da Argentina não apenas permitiram a passagem, mas auxiliaram na fuga, apontando contradições entre a narrativa da Casa Rosada — que negava intervenção — e declarações de agradecimento feitas por Bolsonaro. Pagni também mencionou detalhes logísticos da operação, como uma van escoltada por um veículo da Polícia de Segurança Aeroportuária até o aeroporto de Puerto Iguazú, além de outros dois carros, incluindo um com placa diplomática cuja origem permanece um enigma.

O jornal La Nación revelou a participação ativa de Santiago Caputo, apelidado de Mago do Kremlin. Posteriormente, o New York Times detalhou que a operação foi comandada por Jason Miller, assessor de Donald Trump, responsável pela mobilização do jato da Bayres Fly, com cooperação ativa do presidente argentino.

Especialistas e analistas debatem se a estratégia de Milei faz parte de uma política deliberada para explorar um sentimento antibrasileiro entre os eleitores argentinos, visando fortalecer sua campanha para a reeleição em outubro do próximo ano. Pesquisas de opinião no país mostram um cenário complexo: embora 57,5% dos entrevistados desejem uma mudança no rumo político, simulações de segundo turno apontam Milei com 43% das intenções de voto contra 40,6% de Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires e seu principal opositor, em meio a insatisfações com a economia local.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/milei-prejudicou-a-si-mesmo-ao-ajudar-na-fuga-do-amigo-brasileiro/

Compartilhar