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Binance sofre ataque hacker e tem US$ 6,3 bilhões roubados

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões e suspendeu saques temporariamente.

Redação•30 de out. de 2026, 08:30
Binance sofre ataque hacker e tem US$ 6,3 bilhões roubados
Imagem: site

Binance sofre ataque hacker e tem US$ 6,3 bilhões roubados

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A Binance, reconhecida como a maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de uma invasão cibernética que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (equivalente a cerca de R$ 34 bilhões). Conforme especialistas, trata-se da maior ação criminosa já documentada na história do setor de criptoativos. O incidente ocorreu na quinta-feira (29) e durou aproximadamente 20 minutos.

Fundada em 2017 na cidade de Xangai, na China, a empresa atua na compra, venda e armazenamento de ativos digitais, como o Bitcoin. Dados do relatório anual de 2025 indicam que a plataforma contava com 335 milhões de usuários cadastrados globalmente e mantinha sob sua guarda cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais.

Como consequência do ataque, a corretora paralisou temporariamente os saques, mas assegurou que o capital dos clientes está resguardado e se comprometeu a arcar com todas as perdas. A previsão da empresa é que as operações sejam restabelecidas em até 45 horas. O episódio também gerou forte repercussão e provocou retração no preço das principais criptomoedas na sexta-feira (30).

Investigação e autoria do ataque

Empresas norte-americanas especializadas no rastreamento de criptoativos, como a TRM Labs e a Chainalysis, apontam que os autores do roubo seriam hackers associados à Coreia do Norte. Contudo, a Binance declarou que as investigações internas conduzidas até o momento ainda não conseguiram identificar os criminosos.

De acordo com a TRM Labs, a invasão comprometeu o sistema de autorização de transferências da corretora. Os invasores conseguiram burlar o mecanismo para aprovar movimentações indevidas, transferindo os recursos das carteiras da Binance para endereços digitais sob seu controle. O grosso do desvio ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir das 20h de quinta-feira no horário de Greenwich (17h no horário de Brasília), com base em registros analisados por especialistas.

Bloqueio de recursos e recuperação

Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões) em criptomoedas subtraídas foram localizados e parte desses valores acabou bloqueada com o auxílio de outras companhias do segmento, embora isso não assegure a recuperação definitiva do montante.

  • A Tether bloqueou quase US$ 1,57 bilhão (R$ 8,5 bilhões).
  • A Circle congelou mais de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bilhões).
  • A Ripple barrou aproximadamente US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão).
  • A World Liberty Financial, ligada ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump e sua família, também colaborou com ações de bloqueio.

Por outro lado, ativos como Bitcoin e Ether não contam com uma emissora central capaz de realizar o congelamento direto. Segundo a TRM Labs, aproximadamente US$ 2,4 bilhões (R$ 13 bilhões) nessas moedas podem estar fora do alcance imediato de medidas de bloqueio.

Impacto no mercado e segurança dos clientes

O copresidente-executivo da Binance, Richard Teng, reforçou que a empresa atua em conjunto com autoridades e parceiros do mercado. "Seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas", afirmou.

No mercado financeiro, a notícia derrubou as cotações nesta sexta-feira (30). O Bitcoin recuou mais de 3%, atingindo US$ 76.368 (cerca de R$ 412 mil), menor patamar em seis semanas. O Ether caiu na mesma proporção para US$ 2.178 (R$ 11,8 mil), menor nível em dois meses. O BNB, token da Binance, desvalorizou 5% em 24 horas, cotado a US$ 709,70 (R$ 3,8 mil). Ações de empresas ligadas ao setor nos Estados Unidos, como Coinbase e Strategy, também fecharam em baixa.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/30/maior-plataforma-de-criptomoedas-do-mundo-suspende-saques-e-depositos-apos-possivel-ataque-hacker.ghtml

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