Após o encerramento da disputa nas urnas, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestaram-se em defesa do diálogo entre os Poderes e da pacificação política. Os parlamentares cumprimentaram Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição e também reconheceram a participação de Flávio Bolsonaro no pleito, defendendo que o resultado das urnas seja seguido pela retomada da agenda nacional e pelo enfrentamento dos problemas do país.
Hugo Motta classificou o processo eleitoral brasileiro como seguro e rápido, apontando-o como um exemplo para o mundo. Da mesma forma, assegurou que a Câmara continuará comprometida com pautas voltadas ao crescimento econômico, à segurança pública e à construção de um país mais justo. Ao se dirigir ao presidente reeleito, o deputado destacou o desafio de avaliar os acertos e erros da gestão e garantiu apoio para matérias consideradas essenciais para os cidadãos. Motta também cumprimentou Flávio Bolsonaro e sua bancada no Congresso, reconhecendo a atuação do senador na disputa democrática.
Davi Alcolumbre ressaltou a expressiva votação recebida por Flávio Bolsonaro, seu colega no Senado há oito anos, pontuando que o parlamentar obteve quase 60 milhões de votos em um cenário de divisão no país. O presidente do Senado frisou que a disputa faz parte da democracia, permitindo que adversários apresentem e debatam suas ideias.
O senador também parabenizou Lula pela vitória, citando a vantagem superior a quatro milhões de votos e a escolha da maioria dos eleitores pela recondução ao Palácio do Planalto. Segundo Alcolumbre, ele e Motta telefonaram para o presidente reeleito e para o vice-presidente, Geraldo Alckmin, desejando êxito na nova gestão e colocando o Congresso à disposição da sociedade.
Alcolumbre assumiu o compromisso institucional de que o Legislativo atuará nos debates sobre os principais problemas do país, enfatizando que Câmara e Senado estão unidos na busca por soluções. Para o senador, o pleito deve marcar o início de uma nova fase política, na qual o chefe do Executivo deverá governar para a totalidade dos 215 milhões de brasileiros, e não apenas para seus eleitores. Ao final, reforçou que cabe aos vitoriosos demonstrarem humildade e que Lula tem a responsabilidade de liderar um esforço de união nacional que também seja refletido em sua equipe de governo.
