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Aliados de Flávio Bolsonaro criticam carta que contesta resultado eleitoral

Carta em que Flávio Bolsonaro contesta resultado eleitoral e se apresenta como presidente gera críticas de aliados do PL e do Centrão.

Redação•29 de out. de 2026, 17:30
Aliados de Flávio Bolsonaro criticam carta que contesta resultado eleitoral
Imagem: site

Aliados de Flávio Bolsonaro criticam carta que contesta resultado eleitoral

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A publicação de uma carta na qual Flávio Bolsonaro contesta o resultado das eleições e se autoproclama presidente gerou forte repercussão negativa e reprovação entre aliados políticos, abrangendo desde integrantes do PL até legendas do Centrão.

O documento original trazia a afirmação de que ele seria o "verdadeiro presidente eleito". Posteriormente, o texto passou por edição e o trecho foi modificado para "líder do Brasil". A manifestação ocorreu após a viagem do senador para os Estados Unidos.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reprovou o teor do documento. "Não gostei, não gostei", declarou o dirigente partidário, acrescentando que "ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso". Valdemar também afirmou não ter conhecimento prévio da viagem do parlamentar, pontuando que o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tampouco sabia da decisão. Sobre a partida, o dirigente sugeriu que os jornalistas buscassem informações com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio.

Por sua vez, Rogério Marinho relatou que não foi avisado sobre a viagem, embora estivesse com Flávio um dia antes da partida. Inicialmente, o parlamentar potiguar adotou uma postura de compreensão em relação à saída do colega e de sua família do país, ressalvando que compreender não significava concordar. Contudo, após a divulgação da carta, Marinho elevou o tom das críticas ao questionamento sobre fraude eleitoral feito por Flávio. "Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado", avaliou.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também refutou os termos do documento divulgado pelo ex-presidenciável. "A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", pontuou.

Na mesma linha, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), publicou um vídeo reconhecendo o pleito presidencial e defendendo a pacificação nacional. "Às instituições brasileiras, cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las", manifestou.

A desaprovação também se estendeu ao Centrão. O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, deputado eleito pelo Rio de Janeiro, emitiu uma nota oficial em nome da legenda para rechaçar os questionamentos direcionados ao pleito. "O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas", publicou nas redes sociais, acrescentando que a eleição de 25 de outubro ocorreu com lisura e que seu resultado deve ser respeitado.

Reações de apoio no PL

Apesar da rejeição generalizada à carta e à contestação das urnas, setores do PL mais alinhados ao bolsonarismo saíram em defesa do senador. O senador eleito José Medeiros (PL-MT) republicou a primeira versão do texto na íntegra, na qual constava a declaração de que Flávio seria o presidente eleito, e comentou anteriormente que, no Brasil, "quem não deve, DEVE temer".

O senador Márcio Bittar (PL-AC) concentrou sua resposta na rejeição da narrativa de que o colega teria fugido. Sob o título “Narrativa de fuga cai por terra”, o parlamentar sustentou que a existência de restrições a documentos de viagem não transforma ninguém em foragido de forma automática, e que investigações não equivalem a condenações.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou as redes sociais para ironizar as críticas direcionadas ao senador por sua autodeclaração. Já o candidato a vice na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), enviou mensagens de solidariedade ao senador, à sua esposa Fernanda e às duas filhas do casal, reiterando lealdade e amizade, sem endossar diretamente a reivindicação de ocupar a Presidência.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/do-pl-ao-centrao-aliados-criticam-carta-de-flavio-contestando-resultado-eleitoral/

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