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Análise aponta os principais vencedores e derrotados nas eleições de meio de mandato de 2026 nos EUA

Eleições de meio de mandato de 2026 nos EUA apontam avanço democrata e revés para a administração de Donald Trump.

Redação•04 de nov. de 2026, 18:30
Análise aponta os principais vencedores e derrotados nas eleições de meio de mandato de 2026 nos EUA
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Análise aponta os principais vencedores e derrotados nas eleições de meio de mandato de 2026 nos EUA

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As eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos, cujos resultados ainda passam por apuração, revelam um cenário de vitória histórica para os democratas e um revés político significativo para a Presidência de Donald Trump, que ingressa na reta final de seu mandato. A análise dos pleitos destaca diferentes figuras e grupos que se beneficiaram ou saíram enfraquecidos do processo.

Principais Vencedores

  • O poder político negro: O número de governadores negros passará de três para cinco simultaneamente no próximo ano. O avanço ocorre com as vitórias do republicano Byron Donalds na Flórida e dos democratas David Crowley (Wisconsin), Aaron Ford (Nevada) e Keisha Lance Bottoms (Geórgia), que se torna a primeira mulher negra a governar um estado. No Sul, o aumento da participação de eleitores negros impulsionou os democratas, com destaque para a disputa do democrata Scott Colom contra a senadora republicana Cindy Hyde-Smith no Mississippi.
  • A esquerda religiosa: Nomes como Adam Hamilton, pastor e senador eleito pelo Kansas, e James Talarico, senador eleito pelo Texas que utilizou discursos com forte apelo à fé, superaram as expectativas nas urnas.
  • Jon Ossoff: Conquistou a reeleição para o Senado com uma margem de 18 pontos em um estado disputado, consolidando sua projeção nacional. Com a vitória de Lance Bottoms na Geórgia, ele poderá concorrer à Presidência em 2028 sem o risco de um governador substituto republicano.
  • James Talarico e Gina Hinojosa: No Texas, Talarico abriu 12 pontos de vantagem sobre o procurador-geral Ken Paxton, enquanto Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott, que buscava um quarto mandato.
  • Annie Andrews: A pediatra e senadora eleita pela Carolina do Sul se beneficiou de fragilidades da adversária Darline Graham e conduziu uma campanha avaliada positivamente.
  • Ambições presidenciais democratas e poder estadual: Além de Josh Shapiro na Pensilvânia e Ossoff, os democratas demonstraram competitividade em várias regiões e assumiram o controle total de pelo menos seis governos estaduais, conforme levantamento de Daniel Nichanian, da revista Bolts.
  • Suprema Corte e alas moderadas: A maioria democrata no Senado afasta a chance de confirmação de um juiz conservador para substituir Samuel Alito ou Clarence Thomas. O governador da Flórida, Ron DeSantis, apontou que tal mudança pode ficar distante até o início da década de 2030. DeSantis e Brian Kemp (Geórgia) destacam-se por se distanciarem da abordagem política de Trump, movimento também observado em publicações do vice-presidente JD Vance no X.
  • Advogados de Washington: O futuro presidente democrata do Comitê de Supervisão da Câmara, Robert Garcia, resumiu as perspectivas diante das investigações potenciais com a frase: “Contratem advogados”.

Principais Derrotados

  • Donald Trump: O presidente sofreu uma rejeição expressiva nas urnas, centralizando a campanha republicana em sua figura e assumindo responsabilidade direta sobre temas econômicos e tarifas. Suas intervenções em primárias e escolhas de pautas na reta final foram criticadas por impulsionar candidatos com menor potencial eleitoral.
  • JD Vance: O vice-presidente enfrenta dificuldades para se distanciar politicamente de Trump em temas como a guerra no Irã e a Israel, o que pode pesar em seu futuro político.
  • Elon Musk: O empresário investiu centenas de milhões de dólares em apoio aos republicanos, incluindo a derrota no Senado no Texas, gerando uma figura de oposição comparada a George Soros pelos democratas, mesmo após ter transferido a Tesla para o Texas.
  • As tarifas e lideranças do Congresso: As tarifas implementadas por Trump foram apontadas como um fator que encareceu bens de consumo, conforme estudo do Federal Reserve de Nova York. O líder republicano na Câmara, Mike Johnson, que previu a manutenção da maioria na Casa, optou por não disputar a liderança da minoria após o revés.
  • Mapas eleitorais e táticas republicanas: A estratégia de redesenhar distritos na Carolina do Norte, Texas e Flórida rendeu poucos resultados. Candidatos específicos, como Darline Graham (Carolina do Sul), Roger Marshall (Kansas) e Ken Paxton (Texas), tiveram desempenhos muito abaixo das margens tradicionais do partido. Táticas agressivas, como o anúncio de Vivek Ramaswamy em Ohio, também não obtiveram o retorno esperado.
  • Estratégias com independentes: A derrota do candidato independente Dan Osborn para o senador republicano Pete Ricketts em Nebraska e desempenhos similares em Idaho, Dakota do Sul e Montana indicam que a aposta democrata em candidaturas independentes em redutos republicanos não produziu o efeito desejado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-os-maiores-vencedores-e-perdedores-das-midterms-de-2026/

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