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Apuração em Israel aponta empate e eleição pode terminar em impasse

Com 70% dos votos apurados, as eleições em Israel caminham para um impasse, com blocos de Netanyahu e Eisenkot empatados e crescimento de partidos palestinos.

Redação•28 de out. de 2026, 08:30
Apuração em Israel aponta empate e eleição pode terminar em impasse
Imagem: site

Apuração em Israel aponta empate e eleição pode terminar em impasse

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A apuração das eleições em Israel indicava um cenário de impasse nesta quarta-feira, 28, com 70% dos votos apurados (o equivalente a 4 milhões de cédulas) às 11h locais (6h em Brasília). Os blocos liderados pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e por seu principal oponente, o ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot, encontram-se em situação de empate técnico, ao passo que os partidos palestinos registraram ampliação em suas bancadas no parlamento, o Knesset.

Com a ausência de um vencedor evidente, o processo de formação do próximo governo israelense tem projeção de durar semanas. Atualmente, o grupo político de Netanyahu possui 54 cadeiras. Por sua vez, a oposição que tenta retirá-lo do poder divide-se entre o chamado "bloco da mudança", encabeçado por Eisenkot com 47 assentos, e os partidos palestinos, que detêm 19 vagas. O Knesset é composto por 120 cadeiras no total, sendo necessários 61 assentos para assegurar a maioria.

Apesar de ter registrado queda no apoio popular em comparação com o pleito de 2022, o partido Likud, de Netanyahu, consolidou-se como a legenda mais votada, ficando à frente do partido Yashar, liderado por Eisenkot. Contudo, um fator de vulnerabilidade para o primeiro-ministro é a retração na popularidade de seus aliados pertencentes à extrema direita: o Poder Judaico, liderado pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e o Sionismo Religioso, comandado pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Em contrapartida, os partidos palestinos experimentaram avanço expressivo, com destaque para a "lista conjunta", aliança formada por siglas nanicas de maioria árabe que quase duplicou sua representação parlamentar.

A distribuição das cadeiras projetada entre as legendas é a seguinte:

  • Likud (Netanyahu): 27
  • Yashar (Eisenkot): 20
  • Lista Conjunta: 13
  • Juntos (Naftali Bennett): 11
  • Democratas (Yair Golan): 8
  • Yisrael Beiteinu: 8
  • Shas: 7
  • Judaísmo da Torá Unida: 7
  • Poder Judaico: 7
  • Sionismo Religioso: 6
  • Ra’am: 6

Considerada um plebiscito sobre a gestão ultradireitista de Netanyahu, a votação realizada na terça-feira, 27, registrou a maior taxa de comparecimento às urnas em ao menos 45 anos. O pleito marcou a primeira eleição desde os ataques do Hamas ocorridos em 7 de outubro de 2023, que deflagraram três anos de conflito na Faixa de Gaza.

Apesar do panorama de empate, as principais lideranças de ambos os lados realizaram discursos com tom de vitória durante a madrugada. Gadi Eisenkot declarou a apoiadores: “Esta noite obtivemos a resposta: o público optou pela mudança”. Pouco tempo depois, Benjamin Netanyahu afirmou que o Likud converteu-se na principal força política do país e pontuou: “Precisamos formar um governo de direita forte”. A contagem oficial completa ainda pode estender-se por dias, e as articulações para a formação de coalizões devem demandar semanas. Caso as negociações falhem, o país corre o risco de passar por um novo turno eleitoral, cenário observado entre 2019 e 2022, período em que ocorreram cinco eleições consecutivas.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/apuracao-em-israel-continua-sem-vencedor-claro-e-eleicao-pode-terminar-em-impasse/

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