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Urnas fecham em Israel em eleição que decide o futuro político de Netanyahu

Urnas fecham em Israel após eleição parlamentar que pode definir o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o cenário do Knesset.

Redação•27 de out. de 2026, 17:30
Urnas fecham em Israel em eleição que decide o futuro político de Netanyahu
Imagem: site

Urnas fecham em Israel em eleição que decide o futuro político de Netanyahu

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As urnas fecharam nesta terça-feira (27) em Israel, encerrando uma eleição parlamentar que pode definir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O premiê tenta permanecer no cargo enfrentando críticas de opositores, enquanto pesquisas pré-eleitorais mostram que seu bloco pode não conquistar a maioria das cadeiras no Parlamento. O principal adversário, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, também não deve atingir sozinho o número necessário para formar uma maioria.

De acordo com o Comitê Central Eleitoral de Israel, órgão responsável pela organização e apuração do pleito, cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar. O processo eleitoral ocorre em aproximadamente 12 mil seções. O voto é facultativo e permitido a cidadãos com mais de 18 anos. Esta é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura israelense cumpre integralmente o mandato sem dissolução antecipada. O resultado determinará a composição do Knesset, o Parlamento israelense de 120 cadeiras.

O pleito acontece em meio às consequências do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que iniciou a guerra no Oriente Médio. Na ocasião, mais de 1.200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns. Em resposta, o governo de Netanyahu iniciou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza. Desde o início do conflito, mais de 75 mil pessoas foram mortas no território palestino.

Pesquisas e projeções indicam dificuldades para a coalizão

Levantamentos pré-eleitorais apontam queda para o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita e religiosos. Uma pesquisa do Channel 13 News projeta que o grupo pode cair de 64 para 50 cadeiras no Knesset. Para obter a maioria parlamentar, a coalizão precisa de ao menos 61 dos 120 assentos. O principal rival, Gadi Eisenkot, também deve precisar do apoio de partidos árabes para tentar afastar Netanyahu do poder.

Israel adota o sistema parlamentarista, no qual a população elege os 120 integrantes do Knesset, e estes escolhem o primeiro-ministro. A chefia de Estado é exercida pelo presidente Isaac Herzog. Para garantir assentos, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25%. Como nenhum partido conquistou sozinho 61 assentos na história do país, os governos costumam ser formados por coalizões.

Principais forças políticas e rivais na disputa

  • Likud: Partido de direita liderado por Benjamin Netanyahu, que governa o país desde 2009 com uma breve interrupção entre 2021 e 2022.
  • Yashar: Partido de centro criado em 2025 por Gadi Eisenkot, ex-chefe militar cujo filho foi morto em Gaza. Eisenkot construiu uma imagem de outsider e militar de linha dura.
  • Juntos (Beyachad): Sigla fundada pelos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança anterior tirou Netanyahu do poder em 2021.

Analistas ouvidos avaliam o cenário da disputa:

“O que Netanyahu tenta fazer agora é impedir que a oposição consiga mais de 60 parlamentares, a ponto de formar uma coalizão [...] Ele também tem o desafio de levar às urnas os eleitores, principalmente os mais moderados, que estão descontentes com o desempenho do governo e com as grandes rupturas sociais causadas por ele”, afirma João Koatz Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel Aviv e colaborador do Instituto Brasil Israel.

Para a oposição, a votação é considerada a eleição mais histórica do país, segundo o professor de Sociologia da UFRJ e Coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos, Michel Gherman. “Ao que tudo indica, o nível de participação deve ser acima do normal entre grupos urbanos, seculares e árabes, que votam menos, normalmente. Já os grupos pró-Netanyahu têm estado menos entusiasmados e demonstrado menos confiança no Parlamento”, diz Gherman.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/urnas-fecham-em-israel-em-disputa-que-vai-definir-futuro-de-netanyahu/

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