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Economia

Banco Central mantém restrição nos juros para conter inflação sem indicar próximos passos

Em ata do Copom divulgada nesta terça-feira (22), o Banco Central evitou dar sinalizações sobre os próximos passos da Selic.

Redação•22 de set. de 2026, 09:48
Banco Central mantém restrição nos juros para conter inflação sem indicar próximos passos
Imagem: site

Banco Central mantém restrição nos juros para conter inflação sem indicar próximos passos

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O Banco Central reafirmou nesta terça-feira (22) a manutenção de uma postura de firmeza, perseverança e serenidade na condução dos juros para assegurar a reancoragem das expectativas inflacionárias às metas estabelecidas para os próximos anos. A diretriz foi detalhada na ata da reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana anterior, ocasião em que a taxa básica da economia, a Selic, sofreu redução de 14% para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo no indicador.

Segundo a autoridade monetária, diante de um cenário de incertezas em patamares historicamente elevados e riscos assimétricos voltados para a alta dos preços, a calibração da magnitude dos juros será ajustada conforme a evolução do cenário macroeconômico, garantindo a restrição necessária para convergir a inflação à meta. Ao abster-se de fornecer orientações sobre os rumos futuros da política monetária, o Banco Central preservou margem de manobra para deliberar conforme julgar adequado nas próximas reuniões do Copom. Na semana anterior, agentes do mercado financeiro passaram a projetar uma nova redução no decorrer de 2026, com a taxa encerrando o período em 13,50% ao ano.

O documento aponta que os efeitos da transmissão dos juros elevados para a atividade econômica vêm se acumulando de maneira gradual. Embora o aperto monetário colabore de forma determinante no processo de desinflação, o índice permanece pressionado pela demanda, exigindo a preservação do caráter restritivo da política. O Copom também ponderou que choques de oferta, a exemplo do encarecimento recente do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio, impactam tanto a trajetória recente quanto as projeções futuras de preços, ressaltando que o colegiado não reage aos efeitos primários desse tipo de choque, mas monitora atentamente eventuais efeitos de segunda ordem para agir com firmeza se necessário.

Em relação ao comportamento dos preços, o Banco Central identificou recuo na inflação ao consumidor, tanto no índice cheio quanto nas medidas subjacentes. No entanto, as estimativas dos agentes econômicos para os próximos anos continuam situadas acima da meta, cenário que eleva o custo da desinflação sobre o nível de atividade. O ambiente fiscal também foi abordado, com o Comitê alertando que o afrouxamento nas reformas estruturais, o descuido com a disciplina fiscal e o avanço do crédito direcionado podem elevar a taxa de juros neutra, prejudicando a eficiência da política monetária.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/22/sem-dar-pistas-sobre-proximos-passos-bc-diz-que-mantera-restricao-adequada-na-politica-de-juros-para-conter-inflacao.ghtml

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