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Economia

Banco Central reduz projeção do PIB para 1,8% em 2026 e aponta desaceleração

Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a estimativa de alta do PIB para este ano e apontou nova desaceleração para 2027.

Redação•24 de set. de 2026, 08:46
Banco Central reduz projeção do PIB para 1,8% em 2026 e aponta desaceleração
Imagem: site

Banco Central reduz projeção do PIB para 1,8% em 2026 e aponta desaceleração

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O Banco Central (BC) revisou para baixo a sua projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, passando de 2% para 1,8%. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (24) no Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre. Com a alteração, a autoridade monetária projeta uma desaceleração econômica no período, visto que o indicador oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou uma alta de 2,3% no PIB em 2025.

De acordo com o BC, a redução na estimativa reflete os primeiros dados do terceiro trimestre, que indicam uma atividade econômica abaixo do previsto anteriormente, além de uma composição menos favorável observada no crescimento do segundo trimestre.

“Embora o resultado agregado do PIB tenha superado ligeiramente o esperado, as surpresas positivas concentraram-se em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, notadamente a agropecuária e a indústria extrativa. Os setores mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias, por sua vez, surpreenderam em sentido oposto”, informou a instituição.

Perspectivas para 2027

Para o ano de 2027, marcando o início de um novo mandato presidencial, a projeção do Banco Central aponta para uma continuidade na desaceleração da economia brasileira. A instituição prevê um avanço de 1,4% para o PIB, com uma expansão moderada tanto nos componentes de oferta quanto de demanda.

O relatório aponta que a estimativa considera a manutenção da política monetária restritiva, a baixa ociosidade dos fatores de produção, o cenário externo ainda incerto e a redução dos impulsos fiscais e de crédito. Além disso, a expectativa é de uma contribuição mais contida da agropecuária e da indústria extrativa.

Cenário econômico e impacto fiscal

A revisão das projeções ocorre em um momento de taxas de juros elevadas, utilizadas para conter a atividade econômica e controlar a inflação em direção às metas. Após cinco reduções consecutivas, a taxa básica de juros está fixada em 13,75% ao ano, situando-se entre os maiores patamares reais do mundo. O cenário também é marcado por ações do governo em ano eleitoral, que disponibilizou linhas de crédito com condições favorecidas voltadas a caminhoneiros, taxistas, microempreendedores, reformas imobiliárias e renegociação de débitos.

A desaceleração prevista para este ano e para o próximo pode gerar impactos orçamentários para o governo federal, uma vez que a atividade mais fraca tende a reduzir a arrecadação de tributos e contribuições.

Enquanto o Banco Central projeta alta de 1,4% para 2027, a equipe econômica estimou um crescimento de 2,46% para o mesmo período no projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso Nacional no final de agosto. Historicamente, a Receita Federal aponta que variações na produção industrial, no consumo e nas vendas afetam diretamente as receitas públicas.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/24/bc-reduzo-para-18percent-estimativa-de-alta-do-pib-neste-ano-e-ve-nova-desaceleracao-em-2027.ghtml

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