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Economia

Banco Mundial aponta que Brasil deve crescer menos que a América Latina em 2026

Projeção do Banco Mundial divulgada nesta terça-feira indica que o Brasil crescerá 2,1% em 2026, ficando abaixo da média da América Latina.

Redação•06 de out. de 2026, 18:29
Banco Mundial aponta que Brasil deve crescer menos que a América Latina em 2026
Imagem: site

Banco Mundial aponta que Brasil deve crescer menos que a América Latina em 2026

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O Brasil tem previsão de registrar um crescimento de 2,1% em 2026, de acordo com estimativas divulgadas pelo Banco Mundial nesta terça-feira (6). Com esse patamar, o ritmo de expansão do país ficará abaixo da média projetada para a América Latina e o Caribe, que é de 2,2% para este ano, valor que também recua em comparação aos 2,4% observados em 2025.

Segundo Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a região, a América Latina e o Caribe possuem potencial para alcançar um crescimento mais sólido e ambicioso. A representante destacou que as nações que sustentaram estruturas macroeconômicas firmes, reforçaram suas instituições e promoveram reformas conseguem demonstrar a viabilidade de um desenvolvimento mais forte.

Desempenho regional e economias de destaque

As maiores taxas de crescimento previstas na região pertencem ao Paraguai, com alta estimada em 4,7%, e a El Salvador, com 4,5%. Conforme a instituição financeira, ambos os países colhem os frutos de condições de segurança aprimoradas e de políticas voltadas ao controle de gastos públicos, fatores que estimulam os investimentos privados.

Em contrapartida, o Brasil e o México, considerados as duas maiores economias da região, devem apresentar avanços iguais ou inferiores à média regional. O relatório aponta que o desempenho brasileiro e mexicano é pressionado por taxas de juros elevadas destinadas ao controle inflacionário, incertezas relacionadas às políticas econômicas e pela retração nos investimentos públicos.

Para a Argentina, a projeção de crescimento é de 2,1% em 2026, indicando uma desaceleração frente aos 4,5% anotados no ano anterior. Mesmo assim, o país sul-americano caminha para completar três anos seguidos de expansão no período entre 2025 e 2027, marca que não é alcançada há quase vinte anos. O Banco Mundial relaciona esse avanço ao reajuste das contas públicas, a alterações tributárias e a uma abertura maior da economia.

A divulgação das novas projeções ocorre a poucos dias do início da reunião semestral da instituição. O Banco Mundial avalia que o ritmo reduzido de crescimento na América Latina restringe os progressos no combate à pobreza e ao mercado de trabalho informal.

Riscos climáticos e geopolíticos

O relatório também alerta para ameaças externas e ambientais que podem impactar a atividade econômica. O fenômeno climático El Niño é apontado como um novo fator de risco capaz de afetar a economia por meio de secas severas que prejudicam a agricultura e a produção de energia hidrelétrica, além de episódios de chuvas intensas.

Adicionalmente, a flutuação nos custos da energia figura entre os principais perigos para a inflação. Caso os valores da energia continuem altos, os bancos centrais podem optar por manter os juros elevados por um período prolongado para tentar conter a inflação. O cenário foi agravado pelo conflito no Oriente Médio, decorrente da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã desde o final de fevereiro, que impulsionou os preços da energia no mercado global.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/06/brasil-fica-para-tras-e-deve-crescer-menos-que-america-latina-em-2026-diz-banco-mundial.ghtml

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