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Economia

Bancos elevam recomendação e exposição ao mercado brasileiro após 1º turno

Grandes bancos globais elevaram recomendações e exposição ao mercado brasileiro após o primeiro turno das eleições, impulsionando o Ibovespa.

Redação•07 de out. de 2026, 04:30
Bancos elevam recomendação e exposição ao mercado brasileiro após 1º turno
Imagem: site

Bancos elevam recomendação e exposição ao mercado brasileiro após 1º turno

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Após o Ibovespa superar a máxima histórica e se manter acima dos 205 mil pontos no início da semana, impulsionado pelo resultado do primeiro turno das eleições gerais, grandes bancos de investimento estrangeiros revisaram suas perspectivas para o país. Instituições como J.P. Morgan, Morgan Stanley e Citi passaram a demonstrar maior otimismo com as ações brasileiras.

O consenso entre analistas e investidores é de que o resultado do pleito entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre caminho para uma reforma fiscal estruturante. O tema é apontado como o principal fator de prêmio de risco para o Brasil. No domingo (4), Flávio Bolsonaro terminou a primeira volta à frente de Lula, com 47,03% dos votos contra 45,16% do petista. No pregão seguinte, o Ibovespa registrou alta superior a 7%, batendo recordes intradiários ao alcançar 209.605,70 pontos.

Revisões e projeções de bancos globais

O J.P. Morgan alterou a recomendação das ações brasileiras de "neutral" para "overweight", indicando compra para ativos ligados ao país, após ter rebaixado o mercado nacional em agosto. O banco avaliou que a redução da incerteza política coloca o potencial de alta do Brasil acima do de outros mercados latino-americanos.

Na mesma direção, o Morgan Stanley elevou sua recomendação para compra. Os analistas estimam que o Ibovespa possa subir entre 15% e 20% até o final do ano caso ocorra uma mudança na política fiscal do governo federal, com o índice podendo atingir os 250 mil pontos. O banco destaca que um ambiente de negócios favorável beneficia inicialmente os setores financeiro, de serviços públicos e industrial.

O Citi também ampliou sua exposição a ações brasileiras. O time de estratégia da instituição apontou que Flávio Bolsonaro é visto como mais favorável ao mercado, destacando promessas de austeridade fiscal, privatizações, desregulamentação e cortes no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), além do avanço da direita no Congresso.

O "benefício da dúvida" e o desafio fiscal

Apesar da euforia e das propostas presentes no plano de governo do candidato do PL — que incluem o chamado "tesouraço" e metas de enxugamento da máquina pública —, o mercado aponta falta de clareza sobre as medidas práticas para conter a dívida pública e reduzir juros e inflação.

Segundo Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, o mercado opera atualmente sob o "benefício da dúvida", aguardando definições mais concretas. Apuração da CNN Brasil indica que a equipe econômica de Flávio estuda uma nova "PEC da Transição" focada em cortes de gastos da ordem de R$ 300 bilhões.

Especialistas alertam, contudo, para os riscos de uma alocação estritamente tática por parte de estrangeiros. Fernando Saad Benatti, estrategista global da Avenue, ressalta que capitais que entram rapidamente com a melhora do cenário também podem deixar o país com a mesma velocidade caso a percepção de risco aumente.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/bancos-elevam-recomendacao-e-exposicao-ao-mercado-brasileiro-apos-1o-turno/

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