Compromisso com o controle da inflação
O presidente do Banco Nacional da Eslováquia e dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Peter Kazimír, declarou que a autoridade monetária da zona do euro agirá “com propósito, não com pressa”. No entanto, ressaltou que o banco não hesitará em promover novas altas nas taxas de juros caso os dados econômicos indiquem a necessidade de combater pressões inflacionárias adicionais.
Flexibilidade e análise de dados
Em comentário publicado nesta segunda-feira (14) no site do banco central eslovaco, Kazimír explicou que a decisão de elevar os juros em setembro foi uma resposta cautelosa a um cenário de elevada incerteza, onde os riscos para a inflação permanecem elevados. O dirigente destacou que o aperto monetário preserva a flexibilidade do BCE, com decisões sendo tomadas reunião a reunião, baseadas nas informações mais recentes disponíveis.
Riscos persistentes na economia
Kazimír apontou que o choque de energia perdura mais do que o esperado e seus efeitos ainda não foram integralmente absorvidos pela economia. Ele alertou que a persistência de custos elevados aumenta o risco de que estes se incorporem às expectativas de longo prazo, impactando salários e preços. Além do petróleo e combustíveis, o dirigente agora observa com atenção os custos de gás, eletricidade e a inflação de alimentos, que tende a ganhar força.
Resiliência econômica e meta de inflação
Embora tenha reconhecido a resiliência da economia, o dirigente advertiu que esse desempenho possui limites e pode, inclusive, reforçar riscos de alta para os preços. Ao finalizar, Kazimír reforçou a postura firme da instituição: “Não devemos confundir uma mente aberta sobre a próxima decisão com hesitação”, reiterando que a missão do BCE é trazer a inflação de volta à meta e que o colegiado não vacilará quando as evidências exigirem ação.
