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Economia

Bolsa dispara com trade eleitoral: o que pode abalar o otimismo do mercado?

O mercado financeiro vive o 'trade eleitoral' com alta do Ibovespa, mas enfrenta riscos externos e incertezas fiscais sobre o futuro do Brasil.

Redação•10 de set. de 2026, 07:23
Bolsa dispara com trade eleitoral: o que pode abalar o otimismo do mercado?
Imagem: site

Bolsa dispara com trade eleitoral: o que pode abalar o otimismo do mercado?

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O impacto do cenário eleitoral no mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro iniciou setembro buscando recuperar perdas recentes, impulsionado pelo chamado "trade eleitoral". Esse movimento consiste em estratégias de curto prazo focadas nas eleições presidenciais. Casas de análise, como a Nomos, têm montado relatórios estratégicos baseados nos possíveis resultados do pleito de outubro.

O otimismo foi alimentado por pesquisas que mostram um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa competitividade fez com que o Ibovespa subisse 12% em 11 pregões, o dólar se aproximasse de R$ 5,00 e as taxas de juros futuros recuassem.

Riscos e volatilidade

Apesar do entusiasmo inicial, o cenário global impõe cautela. A aversão ao risco no exterior, a alta do petróleo Brent acima de US$ 100 e a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos pressionam os mercados. O Banco Pine alerta que tais fatores geopolíticos podem limitar as altas do Ibovespa e manter a volatilidade elevada.

A atenção dos investidores está voltada para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), com dados de inflação (PPI e CPI) influenciando as apostas de aumento de juros. Esse cenário gera o fenômeno de "corrida para a segurança", com capital global migrando para títulos do Tesouro norte-americano, impactando economias emergentes.

Incertezas sobre o futuro

A falta de propostas fiscais detalhadas por parte dos candidatos mantém o mercado em alerta. Instituições como XP e Goldman Sachs destacam que a incerteza eleitoral faz com que investidores incluam um "desconto de incerteza" no preço dos ativos. Segundo a XP, decisões de investimento produtivo estão sendo adiadas, com 87,5% dos executivos já sentindo reflexos das eleições no planejamento de negócios.

Por outro lado, o Bank of America (BofA) mantém uma visão mais otimista, retomando a classificação "overweight" para o Brasil. A instituição aposta no potencial da queda da Selic, que pode impulsionar ações, superando, em certa medida, as incertezas políticas e os riscos de desaceleração econômica.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/bolsa-dispara-com-trade-eleitoral-o-que-pode-abalar-o-otimismo-do-mercado/

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