A coligação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a contestação do resultado eleitoral apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não se sustenta. O posicionamento ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos e divulgar uma carta na qual se autoproclama "líder do Brasil".
De acordo com o grupo político — formado por PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e PDT —, Flávio deixou o país para evitar responder perante a Justiça brasileira. A nota aponta ainda que o parlamentar derrotado buscou refúgio junto a Donald Trump, a quem acusam de atuar abertamente para interferir nas eleições brasileiras.
As legendas sustentam que a contestação carece de base jurídica, lembrando que a prorrogação do horário de votação — autorizada pelo ministro do STF Cristiano Zanin — foi um pleito formalizado conjuntamente por PT e PL, partido de Flávio. Conforme dados veiculados, 34.393 votos foram registrados após as 17h, enquanto a margem de diferença entre os concorrentes totalizou 4,4 milhões de votos.
O grupo também enfatizou a manifestação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, apontado no texto como ministro indicado por Jair Bolsonaro. Segundo o magistrado, nenhuma modificação decorreu da decisão judicial. A coligação acrescentou que o resultado foi validado pelo TSE, por observadores internacionais independentes e por todas as siglas partidárias, incluindo o próprio PL.
Para a aliança, a soberania popular expressou-se por meio do voto livre e universal. Como exemplo da lisura do pleito, a coligação lembrou a eleição de parlamentares do PL para o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e distrital, além de governadores e da Presidência da República.
O episódio da saída de Flávio foi associado ao histórico familiar. A coligação mencionou a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, e recordou os desdobramentos de 2022, afirmando que Jair Bolsonaro articulou uma tentativa de golpe de Estado que envolvia planos de assassinato contra o presidente e o vice-presidente eleitos, resultando em condenações e prisões de civis e militares envolvidos.
