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Economia

Contas públicas registram déficit de R$ 10 bilhões em agosto e dívida chega a 82,9% do PIB

Contas do setor público consolidado registram déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, elevando a dívida pública para 82,9% do PIB.

Redação•30 de set. de 2026, 09:30
Contas públicas registram déficit de R$ 10 bilhões em agosto e dívida chega a 82,9% do PIB
Imagem: site

Contas públicas registram déficit de R$ 10 bilhões em agosto e dívida chega a 82,9% do PIB

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As contas do setor público consolidado fecharam o mês de agosto com um déficit primário de R$ 10 bilhões, conforme divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (30). O resultado representa uma melhora em relação ao saldo negativo de R$ 17,3 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

O indicador abrange o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública. O déficit primário acontece quando as despesas do governo superam as receitas arrecadadas com tributos e impostos.

Em agosto, o desempenho das esferas governamentais foi o seguinte:

  • Governo federal: saldo negativo de R$ 14,7 bilhões;
  • Estados e municípios: saldo superavitário de R$ 2,7 bilhões;
  • Empresas estatais: superávit de R$ 2 bilhões.

Parcial do ano e meta fiscal

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, as contas públicas registraram déficit primário de R$ 88,9 bilhões, o que equivale a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado demonstra piora na comparação com o intervalo equivalente de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 61,8 bilhões (0,74% do PIB).

Considerando apenas o governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 97,1 bilhões na parcial do ano, frente ao déficit de R$ 84,6 bilhões nos primeiros oito meses de 2025. A meta estabelecida para este ano prevê um saldo negativo de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões.

O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual. Dessa forma, a meta é considerada cumprida se houver saldo zero ou um superávit de até R$ 68,6 bilhões. A legislação permite a retirada de R$ 67,3 bilhões em despesas para o pagamento de precatórios e outras finalidades.

Resultado nominal e juros

Quando são incorporados os juros da dívida pública, conceituados como resultado nominal, o setor público registrou um déficit de R$ 116 bilhões em agosto. No acumulado de 12 meses até agosto, o resultado negativo chegou a R$ 1,26 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB.

As despesas com juros nominais somaram R$ 1,18 trilhão (8,86% do PIB) nos 12 meses encerrados em agosto. A taxa básica de economia, a Selic, encontra-se fixada em 13,75% ao ano pelo Banco Central.

Dívida pública

O endividamento do setor público consolidado subiu 0,3 ponto percentual em agosto, atingindo 82,9% do PIB, o que corresponde a R$ 11,05 trilhões. Trata-se do maior patamar para a dívida pública desde março de 2021, quando somava 85,1% do PIB.

No acumulado da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida avançou 11,2 pontos percentuais, impulsionada pelo aumento de gastos públicos e consequentes despesas com juros. Sob o conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), o endividamento brasileiro alcançou 94,5% do PIB em agosto.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/30/contas-publicas-tem-deficit-de-r-10-bilhoes-em-agosto-divida-sobe-para-829percent-do-pib.ghtml

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