Cármen Lúcia prioriza atuação no STF
A ministra Cármen Lúcia, uma das autoras da obra O Livro da Democracia, esteve ausente no lançamento do seu livro infantil, realizado nesta sexta-feira durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo. A magistrada optou por permanecer em Brasília para acompanhar o desenrolar da crise institucional que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF).
Impasse sobre o caso Alexandre de Moraes
O tribunal vive um momento de alta tensão devido ao escândalo envolvendo mensagens de Daniel Vorcaro. A sessão agendada para a próxima terça-feira, convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, contará com a presença dos dez magistrados e terá como foco a conduta do ministro Alexandre de Moraes. O ministro é acusado de trocar mensagens sigilosas com o proprietário do Banco Master, supostamente visando interferir em investigações e ações da Polícia Federal.
Voto de minerva
Nos bastidores da Corte, o cenário aponta para uma divisão. Moraes contaria com o apoio de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, enquanto o grupo favorável à abertura de apuração e possível afastamento seria formado por André Mendonça, Luiz Fux, Nunes Marques e Edson Fachin. Com Dias Toffoli impedido de votar devido ao seu envolvimento no caso, Cármen Lúcia surge como o voto decisivo para o desfecho da situação, caso não ocorram manobras de última hora para declarar impedimentos adicionais.
Sobre a obra
Publicado pela editora Mostarda, o livro de Cármen Lúcia é voltado para crianças de 8 a 11 anos. A obra aborda a trajetória da democracia desde a Grécia Antiga, passando pelo período da ditadura militar brasileira, a relevância do voto e a organização dos Três Poderes da República.
