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Deputada argentina denuncia à Justiça a entrada de Flávio Bolsonaro no país

A deputada argentina Marcela Pagano acionou a Justiça Federal de Puerto Iguazú para investigar a entrada de Flávio Bolsonaro no país e sua viagem em avião particular.

Redação•28 de out. de 2026, 10:31
Deputada argentina denuncia à Justiça a entrada de Flávio Bolsonaro no país
Imagem: site

Deputada argentina denuncia à Justiça a entrada de Flávio Bolsonaro no país

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A deputada argentina Marcela Pagano apresentou, nesta quarta-feira, 28, uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú com o objetivo de investigar a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina e o uso de um avião particular em sua viagem. A iniciativa foi divulgada pela parlamentar na rede social X antes de órgãos oficiais do país confirmarem a travessia da fronteira e o embarque do político rumo a Guayaquil, no Equador, acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas.

Na postagem, Pagano alegou que o senador brasileiro estaria proibido de deixar o Brasil por determinação judicial e questionou as circunstâncias do deslocamento. A deputada declarou: “Se entrou, alguém o deixou entrar. Se tentaram tirá-lo por um aeroporto federal, alguém olhou para o outro lado”. Ela também solicitou a preservação das imagens de segurança da ponte internacional e do aeroporto, além de registros como planos de voo, listas de passageiros e o contrato do voo fretado. O pedido inclui ainda a investigação de supostos crimes de tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento de deveres de funcionário público, com a frase: “A fronteira argentina não é um corredor VIP de ninguém. A soberania não se negocia nem se empresta”.

Marcela Pagano foi eleita em 2023 pela coalizão La Libertad Avanza, do presidente Javier Milei, mas rompeu com a bancada governista em agosto de 2025 para integrar o bloco Coherencia, atuando desde então de maneira independente no Congresso da Argentina.

Contexto da viagem e investigações no Brasil

A travessia ocorreu à revelia de uma ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal e impedia sua saída do Brasil. Como o prazo não foi cumprido, os documentos foram cancelados pelo governo brasileiro. A medida judicial insere-se em uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, ambos negando irregularidades.

Após relatos divergentes sobre a localização do senador, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio, sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e as duas filhas ingressaram no território argentino às 22h50 da terça-feira, 27, por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, ligando Foz do Paraná a Puerto Iguazú. Conforme o órgão migratório, o grupo utilizou documentos válidos e não possuía restrições pendentes no momento da entrada.

Cerca de 40 minutos após a passagem pela fronteira, às 23h30, os quatro embarcaram em um jato particular da empresa Baires Fly com plano de voo declarado para Guayaquil, no Equador, embora o destino final não tenha sido oficialmente confirmado. Na mesma terça-feira, autoridades dos Estados Unidos anunciaram a concessão de vistos de entrada para o senador e sua família. A viagem ocorreu três dias após Flávio ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, pleito durante o qual declarou que ficaria no país para liderar a oposição.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/deputada-argentina-denuncia-entrada-de-flavio-bolsonaro-no-pais/

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