A ex-presidente Dilma Rousseff passará a receber uma reparação econômica mensal no valor de 17,5 mil reais devido à perseguição sofrida durante o período da ditadura militar. Além da quantia recorrente, ela também receberá um montante único de 6,6 milhões de reais referente a valores retroativos.
Atualmente, Dilma atua como presidente do Novo Banco do Desenvolvimento, instituição financeira que é informalmente chamada de Banco dos Brics. O histórico do pedido de reparação passou por diferentes fases na Comissão da Anistia.
Em 2022, enquanto Jair Bolsonaro ocupava a presidência, a Comissão da Anistia negou a solicitação para que a ex-presidente fosse formalmente reconhecida como anistiada política. Contudo, no ano passado, o mesmo colegiado — já contando com uma nova composição — aprovou um recurso e modificou o entendimento anterior.
Naquela ocasião, a decisão estipulou um pagamento único de 100.000 reais, além da emissão de um pedido de desculpas oficial em nome do Estado brasileiro. Recentemente, o caso passou por uma nova alteração para fixar o benefício mensal e a compensação financeira retroativa.
De acordo com os critérios estabelecidos, o valor da prestação mensal foi definido com base no salário médio praticado pela Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, local onde Dilma exerceu atividades profissionais durante a década de 1970.
