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Divisão no bolsonarismo ameaça planos da oposição no Senado

A disputa pela presidência do Senado expõe divisões no bolsonarismo, dificultando a união da oposição e abrindo espaço para Davi Alcolumbre.

Redação•05 de nov. de 2026, 01:30
Divisão no bolsonarismo ameaça planos da oposição no Senado
Imagem: site

Divisão no bolsonarismo ameaça planos da oposição no Senado

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A disputa pela presidência do Senado revelou uma divisão interna dentro do bolsonarismo que pode prejudicar a tentativa da oposição de assumir o comando da Casa. Embora o senador Rogério Marinho (PL-RN) tenha oficializado sua candidatura com o apoio de sua bancada, a existência de resistências ao seu nome entre membros da própria direita dificulta a formação de um consenso.

De acordo com o colunista de VEJA Robson Bonin, em entrevista ao programa VEJA em Foco apresentado por Marcela Rahal, existe uma divisão silenciosa no bolsonarismo. A candidatura de Marinho foi lançada em um momento em que parlamentares e integrantes do PL ainda discutem se ele é o representante mais adequado para a oposição. Questões pessoais também influenciam as negociações, visto que muitos parlamentares não apreciam o comportamento ou a condução política de Rogério Marinho.

O peso das relações interpessoais pode ser determinante na eleição, que ocorre por voto secreto. Bonin apontou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) atrai apoios que não seriam automaticamente transferidos para Marinho caso ela desista da disputa. A própria senadora reconhece as dificuldades de unificar a oposição em torno de um único nome, exigindo uma articulação que vá além da escolha formal de um representante.

As dificuldades da direita em construir um consenso podem acabar beneficiando Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula sua permanência no cargo. Segundo o colunista, Alcolumbre dispõe de uma estrutura de articulação política consolidada no Senado. A disputa envolve interesses que vão além da afinidade partidária, englobando a distribuição de cargos em Brasília e nos estados, a liberação de recursos e as relações estabelecidas entre os parlamentares.

Outro reflexo das divergências internas foi o enfraquecimento momentâneo da principal bandeira da direita contra Alcolumbre: as críticas à sua atuação em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares opositores acusavam o presidente do Senado de barrar o andamento de pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Contudo, essa pauta perdeu prioridade diante da disputa interna por poder e espaço entre os próprios grupos da oposição.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/a-divisao-silenciosa-no-bolsonarismo-que-pesa-na-eleicao-para-a-presidencia-do-senado/

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