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Economia

Dólar a R$ 5,20 e Eleições 2026: Câmbio Enfrenta Volatilidade

A menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, analistas apontam forte volatilidade no câmbio e alta do dólar.

Redação•29 de set. de 2026, 10:01
Dólar a R$ 5,20 e Eleições 2026: Câmbio Enfrenta Volatilidade
Imagem: site

Dólar a R$ 5,20 e Eleições 2026: Câmbio Enfrenta Volatilidade

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A menos de uma semana do primeiro turno das eleições gerais de 2026, o mercado de câmbio brasileiro apresenta forte volatilidade. Na última segunda-feira (28), a moeda norte-americana voltou a superar a marca de R$ 5,20 pela primeira vez em pouco mais de um mês, após fechar a R$ 5,18 no pregão anterior. Analistas apontam que a oscilação reflete a interpretação das últimas pesquisas eleitorais e incertezas do noticiário internacional.

O boletim Focus indica que a mediana do mercado projeta o fechamento da divisa em R$ 5,20 ao final do ano. No entanto, especialistas evitam prever uma tendência definitiva. Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, destaca que, apesar da alta recente, o dólar acumula queda superior a 5% no ano, com o real mantendo-se entre as moedas mais valorizadas globalmente em 2026. Por sua vez, Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, reforça que o cenário permanece cercado de incertezas, tendo o pleito como um dos principais fatores no radar.

Neste domingo (4), os eleitores vão às urnas pela primeira vez para definir os representantes no poder público a partir de 2027. O foco de tensão do mercado não está nas eleições em si, mas nos impactos do resultado para o quadro macroeconômico e o cenário fiscal do país. Relatórios do Goldman Sachs e do Banco Inter destacam a influência direta do risco fiscal-eleitoral sobre a taxa de câmbio e a curva de juros, apontando que notícias com teor fiscal possuem elevado peso nas oscilações diárias. O Inter estimou que o fator fiscal atuou como prêmio de risco, desvalorizando o real entre 2% e 4% nos trinta dias anteriores e posteriores ao segundo turno das últimas três disputas presidenciais.

Carlos Henrique Silva Junior, strategic advisor da corretora de câmbio da Freex, avalia que o câmbio deve seguir sem uma direção linear até dezembro, visto que dúvidas sobre fiscal, eleições ou governabilidade tendem a elevar o prêmio de exigência para ativos brasileiros. O Goldman Sachs aponta que, em caso de um desfecho eleitoral favorável ao mercado e comprometido com o rigor fiscal, o dólar poderia oscilar na faixa de R$ 4,50 a R$ 4,80, embora o status quo fiscal traga mais riscos devido ao grave desequilíbrio inicial e ao cenário internacional menos favorável.

O ambiente externo também exerce forte influência. Tomás Urani, head de estratégia macroeconômica do Santander — banco que projeta o dólar a R$ 5,30 no fim do ano —, explica que o câmbio é a variável macroeconômica mais vulnerável a pressões globais. Entre os riscos citados estão os conflitos no Oriente Médio, como a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, que mantém os preços de energia elevados e pressiona a inflação global. Esse cenário eleva as expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed), fazendo com que os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) atinjam níveis inéditos em quase duas décadas e impulsionem a busca por proteção em dólares.

Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, corrobora que o cenário permanece sujeito aos desdobramentos internacionais e eleitorais, indicando que a volatilidade elevada deve persistir ao longo de todo o mês de outubro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/dolar-a-r-5-20-cambio-deve-sofrer-forte-volatilidade-a-espera-de-eleicoes/

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