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Economia

Dólar abre em alta com petróleo e reta final das eleições

Dólar abre em alta cotado a R$ 5,0500 nesta quinta-feira (22), impulsionado pelo petróleo e pelo cenário da reta final das eleições no Brasil.

Redação•22 de out. de 2026, 09:31
Dólar abre em alta com petróleo e reta final das eleições
Imagem: site

Dólar abre em alta com petróleo e reta final das eleições

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O dólar registrou alta de 0,45% no início da sessão desta quinta-feira (22), cotado a R$ 5,0500 perto das 9h. Enquanto isso, as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início marcado para as 10h. Os investidores repercutem as últimas pesquisas eleitorais divulgadas na véspera, avaliam novos balanços corporativos e acompanham as oscilações nos preços do petróleo no mercado internacional.

Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, a corrida mostra empate técnico. Conforme levantamento da Quaest divulgado na véspera, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aparece com 45% das intenções de voto, seguido pelo petista Lula, que registra 44%. O estudo também apontou que 44% dos eleitores temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% manifestam receio de um novo mandato de Lula. Mais tarde, uma nova pesquisa Datafolha será divulgada.

O cenário fiscal também ganha destaque com o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo governo ao Congresso. A medida propõe tarifa zero para o transporte coletivo nos finais de semana em âmbito nacional, prevendo o uso de R$ 12 bilhões das emendas parlamentares previstas para 2027 para financiar a iniciativa — o que representa 26,8% do total dos recursos destinados a emendas.

No mercado internacional, o petróleo opera em alta nesta quinta-feira, impulsionado por ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, estoques americanos abaixo do esperado e pela retomada de ataques entre Rússia e Ucrânia. Perto das 8h50, o barril do Brent subia 2,83%, cotado a US$ 111,90, e o West Texas Intermediate (WTI) avançava 2,16%, a US$ 99,25 o barril.

As tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã continuam ditando o ritmo das cotações. Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não negociará com Washington até que suas demandas sejam atendidas, rejeitando os esforços de mediação paquistaneses. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que os EUA precisam cumprir as sete condições apresentadas no mês passado para reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital por onde passava cerca de 20% do comércio global de petróleo antes do conflito. Entre as exigências estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, o encerramento das sanções às exportações de petróleo e o término das hostilidades regionais.

Enquanto isso, a nova onda de hostilidades entre Moscou e Kiev persiste, apesar dos esforços diplomáticos dos Estados Unidos. Moscou afirmou estar pronta para retomar as negociações, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou esperar que as conversas ocorram no início de novembro, embora os confrontos continuem ocorrendo.

Nas bolsas internacionais, o mercado asiático fechou em baixa generalizada, pressionado por perdas em ações do setor de inteligência artificial devido a preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento e das valorizações. O Índice de Xangai (SSEC) caiu 1,48%, o CSI300 recuou 1,84%, o Nikkei do Japão perdeu 2,67%, o Kospi da Coreia do Sul desvalorizou 3,52% e o Hang Seng de Hong Kong teve queda de 3,03%.

Confira os dados acumulados recentes:

  • Dólar: Acumulado da semana de -0,90%; acumulado do mês de -2,84%; acumulado do ano de -8,41%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana de +0,46%; acumulado do mês de +10,75%; acumulado do ano de +28,09%.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/22/dolar-ibovespa.ghtml

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