O dólar fechou em baixa de 0,24% nesta quinta-feira (17), sendo cotado a R$ 5,1386. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, avançou 0,24%, atingindo 185.992 pontos, impulsionado pelo desempenho positivo das ações da Vale — que subiram mais de 2% — e da Petrobras.
Os investidores reagiram ao anúncio do reajuste do Bolsa Família feito pelo governo federal, avaliando os reflexos da medida nas contas públicas e na disputa eleitoral. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, representando um aumento de cerca de 15%. O benefício médio vai subir dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste valerá para os pagamentos iniciados em 19 de outubro, período entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, e deve beneficiar 19,3 milhões de famílias.
O custo estimado da medida para os cofres públicos é de R$ 5,8 bilhões neste ano, com impacto projetado de R$ 22,7 bilhões em 2027. Este é o primeiro reajuste do programa desde março de 2023, quando foi relançado pelo governo Lula. A equipe econômica nega relação com as eleições e afirma que a mudança repõe a inflação acumulada até agosto, tendo sido viabilizada após identificação de espaço fiscal. Em contrapartida, apoiadores do senador Flávio Bolsonaro já anunciaram que acionarão a Justiça Eleitoral contra o reajuste.
O mercado também seguiu repercutindo as decisões de juros da "Superquarta". No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo, acompanhando a desaceleração da inflação indicada pelo IPCA de agosto. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros na mesma magnitude, levando a taxa para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, na primeira alta desde julho de 2023, impulsionada pelas pressões inflacionárias ligadas ao petróleo e tensões no Oriente Médio.
No cenário internacional, os preços do petróleo operavam em queda por volta das 15h10, com o barril do Brent cotado a US$ 104,84 (recuo de 0,94%) e o WTI a US$ 101,97 (queda de 0,45%). Em Wall Street, os índices fecharam em alta (Dow Jones subiu 0,61%, S&P 500 avançou 1,14% e Nasdaq ganhou 1,69%), enquanto as bolsas chinesas recuaram e o índice Nikkei, no Japão, subiu 0,33%.
Na política interna, o mercado monitorou a tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, retirou de pauta o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/17/dolar-ibovespa.ghtml
