O dólar registrou baixa de 0,70% nesta segunda-feira (21), encerrando o dia cotado a R$ 5,1082. Na mesma sessão, o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, avançou 0,74%, atingindo 186.596 pontos. Os investidores repercutiram a queda nos preços do petróleo e mantiveram as atenções voltadas para a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, agendada para quinta-feira, além de indicadores econômicos futuros como o IPCA-15.
Mercado de Petróleo e Câmbio
A volatilidade no mercado internacional de energia esteve no centro das atenções. No fim de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e intercedeu junto ao Irã para que houvesse uma limitação nos ataques de rebeldes houthis contra a infraestrutura petroleira saudita. Perto das 17h, o barril do Brent operava em baixa de 3,63%, cotado a US$ 100,10, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 4,82%, a US$ 95,47. Em contrapartida, os preços do diesel atingiram máximas recordes recentes, alcançando US$ 6 o galão devido ao corte de exportações associado ao conflito.
No cenário geopolítico do Oriente Médio, as tensões continuam a limitar expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz. No domingo (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à emissora americana Fox News que avaliava se "explodiria o Irã inteiro ou não", em meio a temores de novos bombardeios em larga escala. Por outro lado, a oferta de cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas anunciada pela Arábia Saudita trouxe alívio aos preços nos últimos dias.
No acumulado, o dólar registra queda de 0,70% na semana, recuo de 1,38% no mês e baixa de 6,93% no ano. O Ibovespa apresenta ganhos acumulados de 0,74% na semana, alta de 5,17% no mês e valorização de 15,81% no ano.
Expectativa para o Encontro entre Trump e Xi Jinping
O mercado financeiro também monitora a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping na quinta-feira. Além da expectativa de prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado, os líderes devem debater inteligência artificial. Os dois países mantêm divergências regulatórias, restrições americanas ao acesso de chips avançados e acusações sobre transferência de tecnologia.
Bolsas Globais e Agenda Econômica
Em Wall Street, os índices acionários fecharam em alta impulsionados por ações de inteligência artificial: o Dow Jones subiu 0,71%, o S&P 500 avançou 1,51% e o Nasdaq Composite cresceu 2,26%. Na Europa, o índice STOXX 600 subiu 1%, impulsionado pelo setor bancário e tecnológico e pela queda do petróleo. O DAX (Alemanha) subiu 0,92% e o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 0,75%. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou no positivo com o otimismo sobre a trégua comercial: o índice de Xangai (SSEC) ganhou 1,0%, o CSI300 subiu 0,7%, o Hang Seng (Hong Kong) avançou 1,2% e o Kospi (Coreia do Sul) valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei (Japão) permaneceu fechado.
Na agenda econômica brasileira, o principal destaque será a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, prevista para sexta-feira, além da ata da última reunião do Copom e dados de atividade nos EUA e na Europa.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/21/dolar-ibovespa.ghtml
