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Economia

Dólar sobe e Ibovespa cai com Copom, ONU e petróleo

Dólar opera em alta a R$ 5,1115 e Ibovespa recua nesta terça-feira, com atenções voltadas à ata do Copom, Lula na ONU e cotações do petróleo.

Redação•22 de set. de 2026, 15:20
Dólar sobe e Ibovespa cai com Copom, ONU e petróleo
Imagem: site

Dólar sobe e Ibovespa cai com Copom, ONU e petróleo

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Nesta terça-feira (22), o dólar registra alta de 0,06% por volta das 12h, sendo cotado a R$ 5,1115. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recua 0,36%, aos 185.929 pontos. O cenário econômico é marcado pela atenção voltada à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), ao discurso do presidente Lula (PT) na Organização das Nações Unidas (ONU), e à queda nos preços do petróleo.

Copom e boletim Focus

A ata da última reunião de juros do Copom atrai as atenções do mercado. No documento, o Banco Central (BC) pontuou a desaceleração da inflação, do crédito e da atividade econômica, mas ponderou sobre as incertezas internacionais e os riscos fiscais. O boletim Focus divulgado na véspera aponta que a projeção de economistas é de que a taxa Selic encerre o ano de 2026 em 13,5% ao ano.

Cenário internacional e petróleo

As negociações e tensões no Oriente Médio continuam no radar dos investidores. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã afasta as expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo antes da guerra. No domingo (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à emissora americana Fox News que avaliava se "explodiria o Irã inteiro ou não". A fala ocorre em meio a temores de novos bombardeios em larga escala.

Apesar disso, os preços da commodity recuaram recentemente após a Arábia Saudita sinalizar a oferta de cargas adicionais por rotas alternativas. A pedido saudita, a China solicitou no sábado que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura de petróleo da Arábia Saudita, que busca restaurar metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste após ataques de drones. Perto das 12h, o barril do Brent caía 0,36%, a US$ 99,98, enquanto o WTI registrava baixa de 0,47%, a US$ 95,33.

Reunião entre Trump e Xi Jinping

No exterior, investidores aguardam a cúpula marcada para quinta-feira entre Donald Trump e Xi Jinping. A expectativa do mercado é pela prorrogação da trégua comercial acordada no ano passado entre os dois países. Além disso, a pauta deve incluir discussões sobre inteligência artificial, setor no qual Washington e Pequim mantêm divergências sobre regulamentação, restrições a chips avançados e transferência de tecnologia.

Desempenho dos mercados globais

Em Wall Street, os índices operavam de forma mista perto das 12h: o Dow Jones caía 0,44%, o S&P 500 subia 0,01% e o Nasdaq Composite avançava 0,38%. Na Europa, a maioria das bolsas subia, com alta de 0,05% no DAX (Alemanha) e de 0,25% no CAC-40 (França), enquanto o FTSE 100 (Reino Unido) recuava 0,19%. Na Ásia, os mercados fecharam em alta modesta com o otimismo sobre o encontro bilateral, com ganhos no SSEC (0,1%), CSI300 (0,1%), Hang Seng (0,2%) e Kospi (0,15%), enquanto o Nikkei (Japão) permaneceu fechado.

No acumulado do dólar, a variação aponta -0,70% na semana, -1,38% no mês e -6,93% no ano. Já o Ibovespa acumula alta de 0,74% na semana, 5,17% no mês e 15,81% no ano.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/22/dolar-ibovespa.ghtml

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