Assessor de Donald Trump afirmou à CNN, em caráter reservado, que os resultados das eleições de meio de mandato (midterms) foram favoráveis aos democratas a ponto de não haver previsão de contestações em larga escala pela administração. Segundo a fonte, a vitória democrata foi expressiva demais para ser contestada.
Antes do pleito de terça-feira (3), o presidente Donald Trump e aliados criaram expectativas de contestação, colocando em dúvida a integridade do sistema eleitoral e sustentando a existência de fraudes sem apresentar provas. O Departamento de Justiça buscou impedir a certificação no Alasca caso Dan Sullivan não vencesse e tentou forçar a Califórnia a descartar votos de não cidadãos, medida rejeitada pela Suprema Corte na segunda-feira (2).
A "onda azul" e o desempenho democrata
A chamada "onda azul" superou previsões e garantiu ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado, além do domínio em estados disputados. A vitória representa um fôlego para a legenda após a fragmentação em 2024. Entre os fatores apontados para o resultado estão a rejeição às políticas de Trump, o impacto do custo de vida e o voto latino.
- Economia e inflação: Apesar do PIB em alta de cerca de 3% e ritmo sólido de expansão, juros elevados e custos com itens essenciais como gasolina e alimentos pressionaram os eleitores.
- Guerras e tarifas: Conflitos e tarifas comerciais afetaram eleitores rurais em redutos republicanos, permitindo vitórias democratas em estados como Iowa e Kansas.
- Voto latino: O apoio de hispânicos diminuiu em comparação a 2024, influenciado por pressões econômicas e pelo temor das operações da polícia migratória ICE.
- Votação antecipada: O registro de mais de 58 milhões de votos antecipados teve vantagem democrata de 13 pontos percentuais, impulsionando os resultados em estados decisivos como Ohio, Maine, Carolina do Norte e Iowa.
