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Economia

Entidades do agronegócio repercutem a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva

Entidades do agronegócio reagiram à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, apontando prioridades para o novo mandato e demandas do setor.

Redação•26 de out. de 2026, 12:31
Entidades do agronegócio repercutem a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva
Imagem: site

Entidades do agronegócio repercutem a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva

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Representantes do setor agropecuário manifestaram-se acerca da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, apontando prioridades e demandas para o próximo mandato gubernamental. Entre os pontos levantados encontram-se a responsabilidade fiscal, a segurança jurídica, o aprimoramento do ambiente de negócios, o estímulo à inovação e o incremento da competitividade da agricultura nacional.

Posicionamento da Faesp

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) declarou que o respeito à decisão do eleitorado representa um pilar fundamental da democracia, pontuando que o resultado das urnas deve ser considerado pelo governo que assume. A instituição mencionou que cerca de 49% dos votos direcionados à candidatura opositora evidenciam um indicativo de exigência por alterações.

Tirso Meirelles, presidente da Faesp, declarou: "A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário". Durante o pleito presidencial de 2026, Meirelles declarou apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL) e integrou mobilizações políticas em prol do senador.

A federação requereu a simplificação tributária sem acréscimo na carga voltada ao setor produtivo, a diminuição sustentável das taxas de juros, o gerenciamento dos gastos públicos e o combate à ineficiência estatal. Além disso, foram indicadas como prioridades para a atividade no campo a garantia do direito de propriedade e a previsibilidade jurídica.

Posicionamento da Abag

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) enviou cumprimentos ao presidente eleito, enfatizando a importância do diálogo, da pacificação política e do planejamento de longo prazo com o objetivo de fortalecer a agroindústria do país. A associação apontou a urgência de reformas estruturais, do fortalecimento institucional e do aumento da eficiência do Estado para atrair investimentos e impulsionar a competitividade nacional.

Por meio de nota, a Abag frisou a relevância de políticas públicas atreladas a uma estratégia plurianual, dotada de previsibilidade voltada a investimentos em infraestrutura, logística, financiamento e seguros. De acordo com a associação, tais ações possuem o potencial de expandir a participação privada e consolidar o papel da agroindústria na segurança energética e alimentar, bem como na inserção internacional do Brasil.

Adicionalmente, a entidade disponibilizou ao presidente eleito e ao seu corpo de colaboradores a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira, compilação de propostas voltadas a orientar políticas de Estado de longo prazo, de forma desvinculada de governos e ciclos eleitorais.

Posicionamento da CropLife Brasil

A CropLife Brasil, entidade que representa 53 companhias dos setores de sementes, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos, cumprimentou Lula pela reeleição e sinalizou abertura para colaborar com a gestão federal na formulação de uma agenda voltada ao desenvolvimento do setor.

A organização apontou que a manutenção dos investimentos em ciência, pesquisa e desenvolvimento tecnológico mostra-se imprescindível para preservar a posição do país no mercado global de alimentos. A associação defendeu um ambiente de negócios propício à atração de capital, a modernização da infraestrutura de produção e a ampliação da capacidade de investimento dos produtores rurais.

A entidade também enfatizou a relevância do aperfeiçoamento dos marcos regulatórios amparado em critérios científicos, estabilidade normativa e transparência. No âmbito do comércio exterior, a CropLife apontou a cooperação técnica e a convergência regulatória com parceiros estratégicos como mecanismos para alargar o acesso a novos mercados, reiterando disposição para cooperar tecnicamente com o governo federal, com o Congresso Nacional e com demais órgãos públicos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/entidades-do-agro-reagem-a-reeleicao-de-lula-veja-posicionamentos/

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