A deputada federal Erika Hilton enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua resposta a uma queixa-crime movida contra ela pelo apresentador Ratinho, que a acusa de calúnia e difamação. O processo teve origem após declarações em que a parlamentar afirmou que Ratinho submetia pessoas a condições de escravidão em suas fazendas localizadas no Paraná, além de mencionar um suposto escândalo envolvendo o filho dele e o crime de estupro de vulnerável.
Em sua manifestação, a defesa de Erika Hilton argumentou que o STF não possui competência para analisar o processo e sustentou que o prazo legal para a apresentação da queixa-crime já expirou. Os advogados também alegam que as declarações da deputada estão amparadas pela imunidade parlamentar. O relator do caso na Corte é o ministro Dias Toffoli.
Para fundamentar sua posição sobre a primeira acusação, a deputada pontuou que Ratinho já foi alvo de condenação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao pagamento de uma indenização de 200.000 reais por dano moral coletivo, decorrente do descumprimento de normas trabalhistas voltadas à saúde e à segurança. Sobre o segundo ponto questionado, a defesa alegou que a fala tratava de uma possível omissão atribuída ao governador do Paraná, Ratinho Jr., diante de denúncias de estupro contra um monitor atuante em uma escola cívico-militar.
A escalada de conflitos entre o apresentador e a deputada teve início em março, logo após Erika ser escolhida para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Ratinho criticou a escolha e afirmou que ela nem mulher seria. Desde então, a relação foi marcada por trocas de ofensas e pelo ajuizamento mútuo de ações judiciais.
