NewsHub
Tecnologia

FBI aponta Coreia do Norte como responsável por megarroubo de criptomoedas na Binance

FBI acusa a Coreia do Norte pelo ataque à Binance que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões, apontado como o maior da história das criptomoedas.

Redação•31 de out. de 2026, 19:30
FBI aponta Coreia do Norte como responsável por megarroubo de criptomoedas na Binance
Imagem: site

FBI aponta Coreia do Norte como responsável por megarroubo de criptomoedas na Binance

Ouça esta matéria em voz alta

O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) responsabilizou, neste sábado (31), o governo da Coreia do Norte pelo ataque cibernético sofrido pela Binance, principal corretora de criptomoedas do planeta. A invasão resultou na subtração de US$ 6,3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões, configurando o maior roubo da história do setor de moedas digitais.

De acordo com nota oficial divulgada pelo FBI, a ofensiva foi executada pelo TraderTraitor, um coletivo de hackers patrocinado pelo Estado norte-coreano. O ataque durou aproximadamente 20 minutos.

Investigadores norte-americanos identificaram que os criminosos estão convertendo os fundos subtraídos para criptomoedas na rede Ethereum, que opera sem intermediários. A corporação estima que os invasores utilizem plataformas descentralizadas e mecanismos de troca instantânea para ocultar o rastro do capital e efetivar a lavagem de dinheiro. Por essa razão, o órgão federal exigiu que companhias do mercado cripto bloqueiem qualquer movimentação ligada aos endereços eletrônicos empregados pelo grupo TraderTraitor.

Na véspera do anúncio, sexta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia declarado que o país apurava o envolvimento de hackers norcoreanos no caso. "Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro. Então, sempre achei isso um pouco perigoso", pontuou o mandatário.

Medidas da corretora e situação no Brasil

A Binance comunicou que já conseguiu recompor 90% dos prejuízos provocados pela invasão. Dez criptomoedas, entre elas o bitcoin (BTC) e o ether (ETH), tiveram seus montantes totalmente sanados. A companhia declarou que empregará capital próprio para impedir prejuízos à base de usuários e que continuará adquirindo os ativos restantes até atingir a reposição integral de 100% dos valores levados.

A corretora assegurou que o patrimônio de clientes brasileiros continuou protegido por ficar armazenado em cold wallets, conhecidas como carteiras frias — dispositivos de salvaguarda de criptoativos mantidos offline, o que dificulta ações cibernéticas, embora não anule totalmente a vulnerabilidade. Embora a segurança dos fundos tenha sido garantida, os saques de moedas digitais precisaram ser interrompidos temporariamente.

Em nota oficial, a empresa destacou que atua no Brasil em conformidade com as diretrizes do Banco Central. A partir de fevereiro, a autarquia passou a determinar a segregação entre o patrimônio dos usuários e o da própria corretora, embora tal norma não neutralize a ameaça de invasões cibernéticas nem assegure a indenização por eventuais danos.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/ciberseguranca/noticia/2026/10/31/fbi-acusa-coreia-do-norte-por-ataque-a-binance-considerado-maior-roubo-de-criptomoedas-da-historia.ghtml

Compartilhar